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Dicionário do Transporte – Expedidor

O ramo dos transportes exige dos profissionais um conhecimento bastante afiado dos conceitos que estão presentes no dia a dia da transportadora. Por exemplo, durante a digitação do CTe, não saber exatamente o que cada campo de preenchimento significa pode gerar complicações fiscais e atrasos de entrega prejudiciais para o funcionamento da empresa.

Uma das expressões que deixam dúvidas nos que estão adentrando numa transportadora e vão trabalhar com emissões de documentos é o Expedidor, e pensando nisso, hoje vamos explicar nesse texto quem ele é como identifica-lo no serviço de transporte.

Em linhas gerais, o expedidor é quem fica responsável por entregar uma carga a uma transportadora para que esta inicie o transporte, e quase sempre isso é feito por uma outra transportadora. Não são todos os tipos de transporte que admitem um expedidor no CTe, apenas os serviços do tipo Redespacho, Redespacho intermediário ou Serviço vinculado a multimodal.

Nos casos de redespacho, em que dois ou mais transportadores dividem o transporte, apenas o segundo, ao emitir o Conhecimento deve informar quem é o expedidor. Ex.: O transporte de uma carga de medicamentos vai ser realizado entre São Paulo e Rio de Janeiro por duas transportadoras. A empresa 1 vai levar a mercadoria da capital até Campinas, onde uma transportadora 2 irá receber para entregar no Rio de Janeiro. O CTe desse primeiro transporte não terá o campo expedidor preenchido. Quando a transportadora 2 for emitir outro conhecimento para efetuar seu transporte, aí sim o campo Expedidor deve ser preenchido com nome da transportadora 1, a responsável por expedir a carga.

Na situação de redespacho intermediário, em que três empresas estão presentes, a segunda e última transportadoras envolvidas no transporte são obrigadas a informar o expedidor, que nesse caso é primeira empresa, pois é ela de fato quem expediu a carga.  

Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Tem alguma sugestão para a série Dicionário do Transporte? Então deixe aqui embaixo nos comentários, e fique de olho nas próximas postagens!

Aprenda uma forma simples de digitalizar seus comprovantes de entrega

A comprovação de entrega é um dos processos mais importantes do transporte de cargas. Ela é essencial para dar segurança aos compradores em transações comerciais e garantir que eles paguem apenas por produtos que foram devidamente recebidos. Isto é ainda mais importante em uma era onde o e-commerce assume um papel preponderante no varejo e, consequentemente, o ato de compra e recebimento dos produtos ocorrem em momentos distintos.

Porém um dos critérios para o recebimento do frete é justamente o comprovante de entrega da mercadoria, um papel geralmente assinado pelo recebedor da carga. Este comprovante de entrega em papel ainda é o sistema "oficial" de comprovação das entregas realizadas. No entanto as chances desse documento se perder, avariar, rasgar entre outras eventualidades é muito grande, ainda que sua importância seja elevada para o transportador.

Para garantir maior durabilidade, facilidade de acesso e cópias de segurança, algumas empresas investiram em equipamentos e soluções destinados exclusivamente a digitalização destes comprovantes. Por envolver a aquisição de equipamentos caros e a participação de profissionais dedicados exclusivamente a estas atividades, muitas vezes este investimento não é viável em todas as operações. Por conta disto, diversas empresas tem utilizado soluções mais acessíveis e criativas para atender a este mesmo propósito. Então, você que é transportador, talvez não saiba, mas a solução pode estar na palma da sua mão!

Isso mesmo! Atualmente com os avanços tecnológicos oferecidos nos smartphones de última geração, um dos recursos que mais evoluiu foi a câmera fotográfica. Melhoria da resolução, foco automático, correção de movimento, flash entre outras funcionalidades, são apenas alguns dos aprimoramentos surpreendentes que passaram a compor estes aparelhos, e eles também podem ser ótimos aliados na hora de registrar a entrega.

O uso do celular em operações logísticas tem sido cada vez mais difundido e esta ferramenta deve ser explorada em todas as suas potencialidades. Um smartphone simples possui recursos de gravação de áudio e bloco de notas, que também podem - e devem! - ser utilizados para manter os embarcadores a par do status da carga. Fotografando o comprovante físico e enviando o arquivo digital em imagem para os clientes de modo instantâneo e rápido é uma forma de gerenciar e repassar as informações aos embarcadores. Por esta razão não faz sentido investir em uma grande infraestrutura para digitalização dos comprovantes de entrega.

Também através desses dispositivos smartphones que soluções um pouco mais elaboradas são disponibilizadas para o transportador melhorar suas operações logísticas. Alguns softwares, como o Hive.cloud AR, que podem ser utilizados nos celulares para registro de entregas, através de fotos, envio de áudios, notas textuais e registros da localização via GPS e horário de onde a entrega foi realizada, tudo isso feito pelo motorista responsável pelo transporte das mercadorias.

Enquanto a tecnologia não conquista definitivamente o lugar ocupado pelos obsoletos canhotos de comprovação de entrega, os operadores logísticos de alta performance inovam através de soluções simples e acessíveis, melhorando e aprimorando seu nível de serviço.

Além de se preocupar com os comprovantes de entrega, outra parte importante que você transportador precisa fazer bem é o monitoramento de suas cargas. Confira nesse post as consequências de um rastreamento de cargas ineficiente!

Por: Taísa Silveira

Os prós e contras da terceirização no transporte de cargas

Neste post iremos apresentar alguns prós e contras sobre a terceirização do transporte de cargas que devem ser levados em consideração, antes de se tomar esta importante decisão que irá impactar diretamente na gestão eficiente ou desastrosa das atividades da sua empresa. Isso significa que a depender do segmento do seu negócio, terceirizar o serviço de transporte pode significar uma redução considerável no orçamento. Já apresentamos algumas razões do porquê terceirizar o serviço de transporte de sua empresa aqui, e hoje iremos tratar dos prós e dos contras dessa medida.


Quando uma companhia seja de pequeno, médio ou grande porte passa a considerar a possibilidade de terceirização do serviço de entrega e envio de suas cargas, ela pensa obviamente na otimização das suas operações e na maior eficácia de seus serviços e satisfação do cliente final. Muitas vezes visando uma diminuição dos custos, diversas empresas podem precipitar-se e contratar gato por lebre, e por esta razão, listamos para você algumas vantagens e desvantagens na hora de terceirizar o transporte de suas cargas:







Vantagens
  • Diminuição dos custos ao deixar de manter frotas;
  • Redução de uma ou mais operações na própria empresa;
  • Possibilidade de contratação de seguros para cobrir possíveis sinistros com a carga; transportada


Desvantagens
  • Falta de informações suficientes acerca das operações realizadas com a sua carga;
  • Mal atendimento dos prestadores de serviço ou ineficiência;
  • Atrasos nas entregas e envios das cargas;
  • Fretes mais onerosos devido aos altos custos de manutenção dos caminhões/navios/aviões


Diante de tais ponderações, sugerimos 5 dicas para avaliar os riscos e as possibilidades de sucesso na terceirização do transporte de cargas:


  1. Pesquise muito o histórico das empresas antes de contratá-las para verificar se as mesmas já operaram anteriormente com cargas similares as suas;
  2. Realize viagens menores se possível antes de fechar contratos maiores e a longo e médio prazo para ir testando as capacitações da transportadora;
  3. Peça cotações em diferentes prestadoras e avalie se é mais vantajoso fechar negócio apenas com uma, ou com várias ao mesmo tempo;
  4. Certifique-se que a empresa de transportes tenha bons canais de comunicação inclusive pós-venda/contratação;
  5. Acompanhe se possível, pessoalmente ou através de algum representante competente, todo o processo de carga, descarga, manuseio  e estocagem da empresa transportadora que deseja fechar negócio.

Conheça aqui nossa ferramenta de gerenciamento de transporte de carga.

Por: Taísa Silveira

Cotação de fretes: como garantir o lucro na operação da sua transportadora

Em operações de e-commerce e de vendas remotas, como televendas, um dos maiores desafios é o cálculo adequado do valor a ser cobrado para o frete. Muitas empresas de logística, ao prestarem esses serviços, podem deixar de considerar uma série de critérios na determinação de seus preços, fazendo com que a operação possa até mesmo ser deficitária em relação a uma série de custos existentes.
A demora na cotação, ou um valor excessivo, podem resultar na perda da oportunidade de prestação do serviço de transporte. Por esse motivo, uma cotação rápida e precisa é essencial para o bom desempenho de uma empresa de logística.
Mas como saber se o valor a ser estabelecido para o frete de uma mercadoria está adequado? A primeira coisa a fazer é avaliar se todas as variáveis estão realmente sendo levadas em consideração.

Entenda a origem dos valores

Diferentes empresas de logística podem adotar diferentes critérios para o estabelecimento de valores de frete. Até certa medida, isso está correto, pois conforme o modelo de operação da empresa, alguns fatores serão mais determinantes do que outros na hora de estipular o valor do serviço.
De forma geral, entretanto, o valor do frete é estabelecido a partir dos seguintes elementos:
  • Peso e volume: tanto o peso da mercadoria a ser entregue como o seu volume (decorrente de suas três dimensões) são aspectos que devem ser levados em consideração na hora de formular o preço. O peso pode impor limites no tanto de carga a ser transportado, assim como o volume, devido aos limites físicos dos veículos. Uma técnica muito comum é a utilização do maior valor entre o peso bruto da carga  e o seu peso cubado (distribuído por seu volume). Por exemplo, se a carga pesa 10 kg e ocupa 2 m³, e as tarifas (hipotéticas) são, para um determinado percurso, R$ 10 por kg e R$ 30 por kg/m³, teríamos um valor de R$ 100,00 pelo critério do peso bruto (10 kg x R$ 10/kg) e R$ 150,00 pelo critério do peso cubado (10 kg / 2 m3 x R$ 30 kg/m³). Dentre os dois valores, prevaleceria o maior (R$ 150,00).
  • Valor da nota fiscal: o valor da mercadoria pode ter um impacto no valor do serviço prestado, pois as mercadorias não podem ser tratadas levando em conta apenas suas características físicas. O valor da mercadoria afeta valores de seguro de cargas, e por esse motivo devem ser uma das variáveis de entrada no cálculo do valor do frete.
  • Distancia percorrida para a entrega: a distância entre o local de origem e o de destino é mais uma das variáveis que devem ser consideradas para o cálculo do valor de frete, pois para muitas empresas, o valor é estabelecido a partir de uma tabela que considera a quantidade de quilômetros percorridos. De fato, a distância tem um impacto no número de pedidos que a empresa irá conseguir realizar com uma mesma quantidade de veículos e, portanto, deve ser considerada na formulação do valor do frete.

Incidências

Além dos fatores considerados na formulação do preço, é preciso levar em conta a possibilidade de algumas taxas adicionais incidirem sobe o valor do frete. Vejamos algumas delas:
  • GRIS (Gerenciamento de riscos): essa incidência está associada às medidas de combate ao roubo de cargas e, portanto, relaciona-se ao valor dos itens em transporte. Pode compreender também o custo do seguro facultativo de desvio de cargas.
  • Ad valorem: também conhecido como frete-valor, é uma taxa sobre o valor da mercadoria, associado aos riscos de avarias durante o transporte ou transferência das mercadorias. Essa taxa costuma também ser proporcional ao tempo em que os bens permanecem sob os cuidados da transportadora.
  • Pedágio: o pedágio é um custo da transportadora, uma vez que a lei 10.209 tornou obrigatório o fornecimento de vale-pedágio ao carreteiro, tornando essa despesa de responsabilidade do embarcador. Por esse motivo, deve integrar o custo do frete, que pode ser fracionado entre as diversas mercadorias que integram uma carga.

Cálculos precisos

Com tantas variáveis a serem consideradas de tantas formas diferentes, a automação dos cálculos é uma necessidade para a vasta maioria das empresas de logística. Poder contar com um sistema para a execução dessas tarefas traz segurança aos cálculos e evita possíveis prejuízos decorrentes de uma má formulação de preços de frete.

O Hive.cloud TMS, ao automatizar esses cálculos a partir das variáveis de entrada, permite que o preço formulado esteja adequado e proporciona aumento da rentabilidade da transportadora, ao mesmo tempo em que otimiza as suas operações.

Como a sua transportadora realiza os cálculos dos valores de frete? Eles são confiáveis ou existem deficiências já detectadas? Compartilhe suas experiências ou dúvidas conosco!

O destinatário alegou não receber a sua entrega. O que fazer?

Tranquilo com a qualidade do serviço de logística prestado pela sua empresa, você começa a receber ligações de destinatários afirmando que não receberam suas entregas. A situação lhe parece familiar? Como proceder nesses casos?
Primeiramente, é preciso ter informações concretas. A entrega ainda está dentro do prazo contratado? Muitos destinatários sofrem de uma ansiedade excessiva, ou às vezes organizam verdadeiros plantões em suas casas para poder receber a encomenda. Nesses casos, a informação detalhada e mais completa possível é a melhor forma de responder ao destinatário. 


Por dentro da logística

O acompanhamento de uma entrega passo-a-passo é, sem dúvida, a melhor forma de tratar pontualmente a necessidade por informações do destinatário, e todos os bons sistemas de acompanhamento de entregas contam com essas funcionalidades. Contar com a confirmação da chegada do entregador, por meio de recursos em seu smartphone, como a sua localização por GPS e fotos do local da entrega são excelentes mecanismos de assegurar ao destinatário e ao contratante do serviço a sua efetiva prestação.
Mas é preciso ir além. Para manter um serviço de logística de qualidade, é necessário poder compreender tudo o que ocorre. Existem problemas em uma determinada região? Onde as entregas sofrem mais atrasos? Mais do que o acompanhamento das encomendas, um bom sistema de rastreamento deve organizar os dados de entregas para permitir que o gestor consiga identificar problemas e propor soluções de forma assertiva, avaliando históricos de entregas e indicando em que regiões os atrasos ocorrem com maior frequência.
Uma visualização que indique a concentração de atrasos nas entregas por região (estado, município ou faixas de CEPs) fornece um ótimo subsídio para que o gestor possa tomar medidas corretivas e melhorar ainda mais a qualidade do serviço prestado.

Mantendo os níveis de serviço

Um contrato de serviços de logística envolve o atendimento a níveis de serviço acordados entre as partes por meio de SLAs (Service Level Agreements). Um SLA pode levar em conta o índice de entregas realizadas pontualmente ou com atrasos, sempre em relação aos prazos previamente acertados.

O cálculo e o acompanhamento desses SLAs é um ponto de grande importância para a qualidade dos serviços prestados. Poder identificar desvios é a melhor forma de manter a qualidade do serviço dentro dos padrões fixados em contrato, evitando multas ou até mesmo o destrato. Por esse motivo, um bom sistema de rastreamento deve permitir o cálculo dos SLAs de acordo com os parâmetros fixados.
O cálculo dos SLAs, devidamente corroborado pelas comprovações de entrega registradas em sistema, é ainda a forma mais segura de demonstrar o seu atendimento ao contratante dos serviços de logística, garantindo um bom andamento do contrato. 
Hive.cloud AR é um sistema de registro de ocorrências e rastreamento de entregas em tempo real, que, além de permitir a eliminação do comprovante de papel, fornece valiosas informações ao gestor. Com essas informações, os desafios abordados podem ser tratados de forma rápida e eficiente, contribuindo para a prestação de um serviço de melhor qualidade. 
Quer conhecer mais sobre o Hive.cloud AR? Clique aqui! E não deixe de comentar sobre outras dificuldades encontradas no dia a dia de seus serviços de logística!

Quais as obrigações fiscais de uma transportadora?

Hoje em dia é muito comum ver pessoas abrindo pequenas transportadoras para ter um subsídio mais concreto e definitivo na renda familiar. Afinal, é recorrente a busca por transportes de cargas em pequenas e grandes cidades e especialmente, por empresas e multinacionais que ficam espalhadas pelo país.
Mas, antes de tomar qualquer atitude é preciso entender as obrigações fiscais de uma transportadora, além de definir qual será o setor do seu negócio e em que segmento o transporte irá ser benéfico para a população e para os clientes. Os tipos mais comuns de transportadoras são: cargas pesadas, mercadorias, medicamentos, veículos e de mudanças e todos eles devem estar atentos às obrigações fiscais.

Atenção ao fisco

Com o objetivo de que o seu ofício seja legalizado por lei, um contador pode lhe explicar todas as questões envolvendo documentos e alvarás para que seja permitida a veiculação da transportadora nos municípios e estados brasileiros. Algumas destas obrigações fiscais são: registro na junta comercial, alvará do corpo dos bombeiros, autorização da prefeitura municipal e criação do CNPJ.
É muito importante que o empresário e dono da transportadora fique atento ao fisco, isto é, a fazenda pública. Quando a transportadora não possui os documentos legalizados ou não tem permissão para transportar o segmento, a fazenda pública pode proibir a circulação e até mesmo multar o proprietário. Afinal, dependendo do segmento que você escolher, por exemplo, transportadora de cargas perigosas, é preciso de fiscalização para evitar prejuízos e até mesmo consequências futuras.

Investimento e infraestrutura 

Para abrir mesmo que seja uma pequena transportadora, é preciso investir uma boa quantia para ter o capital de giro e conseguir fazer a empresa lucrar. Geralmente, é comum que o investimento inicial seja a partir de R$250 mil, podendo chegar a mais de R$1 milhão de reais. Sem contar que é necessária a infraestrutura correta para abrigar a transportadora no que diz respeito ao setor administrativo, motoristas, fornecedores e estacionamentos.
Logo, é muito relativo fechar um preço específico de investimento porque tudo vai depender do tipo de negócio, do tamanho da sua frota, da quantidade de veículos e funcionários. Além disso, não se pode esquecer os custos com a publicidade, divulgação e legalização de todo o processo.

Perfil do empresário

Na maioria das vezes, é comum observar que uma pessoa que tenha vontade de empreender socialmente e deseja sobreviver frente à concorrência e o mercado, acabe atuando como chefe de uma transportadora para abrigar subsídios e conseguir ofertar o melhor preço, garantindo mais clientes e mais pessoas dispostas a confiar no negócio. Entretanto, não é qualquer pessoa que pode transportar cargas perigosas, por exemplo.
É necessário, nesse caso, o Curso de Condutores de Veículos Transportadores de Produtos Perigosos, ou como é chamado hoje em dia, Mopp (Movimentação e Operação de Produtos Perigosos). Então, antes de sair por aí investindo em uma transportadora própria, é preciso verificar os documentos e as obrigatoriedades de cada segmento para evitar problemas com a lei.
As transportadoras estão crescendo muito devido à grande demanda por este tipo de serviço, mesmo em época de crise. Continue acompanhando o blog da Hive Cloud e tenha mais informações para sua transportadora!

Leia também nosso post com os erros mais comuns que as transportadores comentem com as obrigações fiscais!

4 erros comuns que os transportadores cometem com as obrigações fiscais

As obrigações fiscais são sempre assuntos muito discutidos dentro das empresas e para as transportadoras, este tema torna-se ainda mais importante, já que no transporte de cargas alguns erros podem impactar diretamente no bolso dos empresários, sejam em multas ou até mesmo em aumento de tarifas desnecessárias.

Veja os detalhes sobre o assunto a seguir e descubra como evitá-los.


4 deslizes que podem te prejudicar


1. Emissão de CTe em operações intramunicipais ao invés da NFSe ou vice-versa


Um dos erros mais comuns que as transportadoras comentem está em desconhecerem a ocasião em que se deve emitir o Conhecimento de Transporte Eletrônico e a Nota Fiscal de Serviços Eletrônicos. Neste caso, este erro pode representar um aumento de até 5% no valor do serviço de transporte. Para saber distinguir o uso de cada um dos documentos é preciso observar os seguintes pontos:
CTe: Deve ser utilizado sempre que houver o transporte de mercadorias de um município para outro, já que há a incidência de ICMS.
NFSe: Utilizada em operações intramunicipais (dentro do mesmo município), já que neste caso há a cobrança do ISS.

2. Não emitir o MDFe em operações intermunicipais dentro do mesmo estado


Quando o assunto é emissão de MDFe, muitas transportadoras acabam se limitando a emiti-los somente para casos onde existe mais de um CTe no transporte interestadual. Porém, conforme estabelecido pela Portaria CAT 08/2014, a partir de  01/10/2014 a emissão do MDFe passou a ser obrigatória também para o transporte intermunicipal.
Desta forma, a não emissão deste documento poderá implicar na retenção do veículo, multa à transportadora e ao cliente da empresa.

3. Erros na indicação da situação tributária e CFOP do conhecimento eletrônico


No preenchimento de documentos fiscais, é comum muitas transportadoras cometerem erros na indicação tributária e no CFOP do serviço prestado. Para este último, é comum o equívoco de códigos de identificação para prestação de serviços dentro ou fora do estado, pessoas físicas ou jurídicas e entre outros.
Para casos onde existam erros nestas informações, é possível efetuar o cancelamento do CTe em até 7 dias úteis, caso a mercadoria ainda não esteja em circulação. Este prazo poderá variar conforme o SEFAZ de cada estado. Outra opção é emitir uma carta de correção para reverter o erro cometido no documento.
Vale destacar que a não correção destes erros, poderá acarretar em multas para a transportadora.

4. Não realizar o pagamento eletrônico de frete


Outro erro muito cometido por parte das transportadoras está em não efetuar o pagamento do frete para autônomos, utilizando meios eletrônicos conforme estabelecido pela ANTT.
Além disso, é preciso estar atento aos seguintes pontos:
  • É proibida a utilização da carta-frete;
  • Os pagamentos devem ser realizados somente via depósito bancário (sendo o transportador o titular da conta) ou via administradoras de meios de pagamentos eletrônicos habilitadas pela ANTT.
O descumprimento deste regulamento tende a acarretar multas às transportadoras (contratantes) equivalente a 100% do valor do frete, sendo no mínimo de R$550,00 e no máximo de R$10.500,00. Para os autônomos que receberem fretes fora do regulamento estarão sujeitos a multas de R$550,00 e perda do RNTRC. 


Conhecer cada obrigação fiscal dentro do segmento de transporte de cargas, é essencial para que as transportadoras possam evitar punições fiscais, aumento de tarifas, entre outros fatores negativos.
Vale destacar também a necessidade da transportadora consultar o regulamento de cada estado, para se certificar de estar cumprindo com todos os quesitos obrigatórios em cada região de atuação. Desta forma, ao evitar tais erros é possível se prevenir de multas e punições que possam afetar diretamente o progresso da empresa.


E você, tem dúvidas sobre cumprimento das obrigações fiscais no transporte de cargas? Deixe seu comentário abaixo:

5 dicas para impulsionar as vendas de sua transportadora

Aumentar as vendas é sempre o desejo de qualquer empresa e para uma transportadora, também não é diferente. Isto porque com o aumento no número de negociações e possível aumentar também o faturamento e obter projeções para o avanço da companhia.

Mas como é possível impulsionar as vendas de sua transportadora e fazê-la ter melhores resultados no mercado? Pensando neste assunto, separamos algumas dicas para que você possa obter maior destaque e aumentar suas negociações de maneira prática. Acompanhe!

Como aumentar as vendas em 5 passos


1. Use ferramentas de cotação online

Esta é uma excelente dica para as transportadoras que desejam aumentar o número de cotações e consequentemente impulsionar as vendas. Consiste basicamente em afiliar-se a uma plataforma online onde os clientes (embarcadores) irão solicitar cotações de fretes e o site por sua vez, irá cruzar as informações fornecidas pelos usuários com os dados das transportadoras cadastradas.
Com isso, este recurso pode trazer vantagens aos transportador como: diversificação de clientes, redução de gastos com marketing, velocidade para cotação de fretes e maior fechamento de negociações. Alguns exemplos de plataformas são:
  • www.cargobr.com.br
  • www.fretecenter.com.br
  • www.multicarreto.com.br
  • www.olhaofrete.com.br

2. Cadastre-se em uma plataforma para contratação de autônomos


Assim como as plataformas de cotação de frete online, existem também ferramentas para que o embarcador possa encontrar facilmente transportadores autônomos. Neste caso, o embarcador cadastra seu frete, e a plataforma se encarregará de disponibilizar propostas aos transportadores mais viáveis para efetuar o transporte.
Este tipo de plataforma também é útil para frete de retorno, já que possibilita que os caminhões não voltem vazios para seus pontos de partida. Além disso, este recurso também é muito indicado para transportadoras que desejam terceirizar seus serviços, optando pela contratação de transportadores autônomos. Alguns exemplos são:
  • www.fretebras.com.br
  • www.fretenamao.com.br
  • www.truckpad.com.br
  • www.sontracargo.com.br
  • www.uship.com/br
  • www.smsfretes.com.br
  • www.tepegonavolta.com.br

3. Anuncie em catálogo de transportadores


Semelhante às listas telefônicas ou revistas comerciais, onde as empresas anunciam seus produtos e serviços, os catálogos de transportadores também são ótimos recursos para aumentar a visibilidade da empresa.
Além de edições impressas, atualmente este recurso é muito difundido online, onde as transportadoras podem divulgar seus serviços junto a outras empresas do ramo logístico em páginas semelhantes a murais de anúncios. Alguns exemplos deste recurso são:
  • www.transvias.com.br
  • www.temfrete.com
  • www.guiabrasileirodetransporte.com

4. Invista em marketing digital


Outra maneira de impulsionar as vendas de uma transportadora é investir em estratégias de marketing digital. Neste caso, para conquistar mais vendas, é preciso ir além do tradicional site que a empresa possua. Desta forma, alguns recursos são recomendados:
  • Desenvolva opções para cotação online em tempo real no website da transportadora;
  • Invista em publicidade segmentada optando pelo Google Adwords ou Facebook Ads;
  • Promova o marketing da empresa por meio das redes sociais;
  • Utilize campanhas de e-mail marketing;

5. Amplie o networking


Quem deseja impulsionar as vendas de uma transportadora, sabe que esperar pelos clientes pode ser um grande erro. Neste caso, outra maneira eficiente para aumentar as vendas é simplesmente buscar a expansão do network da empresa. Para esta dica, é possível adotar as seguintes práticas:
  • Esteja presente em eventos feiras de comerciantes e potenciais clientes;
  • Tenha algo a oferecer ao seu público-alvo (brindes, informativos, descontos especiais, entre outros atrativos);
  • Desenvolva parcerias;
  • Estabeleça troca de contato com seus atuais clientes que também possuem empresas; 

Aumentar as vendas pode ser um dos grandes desafios para as empresas de transporte de cargas, já que em meio a um mercado competitivo, existe ainda a necessidade de investir no marketing para ampliar a marca da empresa e conquistar novos clientes.

Mas como foi visto, é possível contar com recursos práticos, baratos ou até mesmo gratuitos, para promover a marca da transportadora, atrair novos clientes e consequentemente aumentar as negociações.

Portanto, seja para quem já atua no segmento de transporte de cargas ou para quem deseja ingressar neste setor, vale a pena ficar atento a estas dicas que poderão promover grandes diferenciais para a sua transportadora.


Gostou das ferramentas? E você, o que faz para impulsionar as vendas em sua transportadora? Compartilhe conosco nos comentários:

Conheça principais custos do transporte rodoviário de cargas

Para qualquer empresa, entender e conhecer os seus custos são tarefas essenciais para auxiliar na tomada de decisões e na formação do preço de seus produtos/serviços. Para as transportadoras isto não é diferente, já que conhecer os custos do transporte rodoviário de cargas, irá auxiliá-los na formação de preços de fretes que sejam adequados para pagar as despesas e obter um percentual de lucro desejado.
Desta forma, conheça a seguir os principais custos no transporte de cargas.


Custo de coleta, entrega e transferência

Os custos de coleta, entrega e transferência, são os custos diretamente relacionados com as atividades do transporte de cargas e são divididos em custos fixos e variáveis.

Custos Fixos

Representam custos que não variam conforme a distância percorrida dos veículos, ou seja, são custos que existem mesmo com o veículo parado e são geralmente calculados mensalmente.
Os custos fixos são compostos por alguns dos seguintes componentes:
  • Salário do motorista;
  • Salário da oficina;
  • Licenciamento;
  • Reposição do veículo;
  • Reposição do equipamento;
  • Seguro do equipamento;
  • Remuneração do capital empatado, entre outros.

Custos variáveis

Ao contrário dos custos fixos, os custos variáveis variam de acordo com a quilometragem rodada dos veículos.
Os custos variáveis são compostos por alguns dos seguintes componentes:
  • Peças e demais acessórios de manutenção;
  • Combustível e lubrificantes;
  • Pneus, recauchutagens, entre outros.

Despesas indiretas

Conhecidas como despesas administrativas, as despesas indiretas são aquelas que estão indiretamente relacionadas à operação do veículo. Neste caso, variam conforme o volume de carga movimentada e não com a quilometragem rodada dos veículos.
As despesas indiretas estão divididas da seguinte maneira:
  • Salários e encargos de pessoas não envolvidas diretamente com a operação do veículo (ex.: administrativo, vendas, comercial, entre outros);
  • Despesas necessárias para o funcionamento da empresa (ex.: aluguel, impostos, comunicação, entre outros)

Custos relacionados com o valor

Os custos relacionados com o valor são aqueles referentes à gestão do risco de acidentes, avarias e o gerenciamento de riscos de roubos. Estes custos podem ser divididos em dois grupos:


Custos de gestão de riscos de acidentes e avarias (frete-valor)

O frete valor tem como objetivo agregar um valor para o transporte de mercadorias, sendo composto pelos seguintes itens:
  • Indenização por extravios, perdas, danos e riscos não cobertos pelo seguro;
  • Administração de seguros;
  • Prêmios de RCTRC;
  • Segurança interna;
  • Seguros de instalações, entre outros seguros.

Custos de gerenciamento de riscos de roubos (GRIS)

Os custos com o GRIS estão relacionados com a segurança da carga (roubo de cargas), e nestes custos estão inclusos:
  • Seguros facultativos de desvios de cargas (RCF-DC);
  • Salários (ex: horas extras; monitores de equipamentos de rastreamentos e segurança, entre outros);
  • Investimentos (ex: sistemas de rastreamentos; reposição de equipamentos, entre outros);
  • Custos operacionais de gerenciamento de risco (ex.: bilhetagem, taxas Do FISTEL, escoltas; entre outros)


Outros Custos

Representam todos os custos que não estão relacionados com o volume ou o peso do bem transportado. Alguns destes custos podem ser:
  • Custo de permanência de carga (armazenagem): Ocorre quando existe a necessidade da armazenagem de cargas após o quinto dia útil de permanência desta;
  • Custo de cubagem: Ocorre quando as cargas possuem baixo peso e lotam os veículos antes de completar o limite de peso das carrocerias;
  • Custo de devolução de mercadorias: Este custo ocorre em casos onde a mercadoria acaba sendo devolvida ao destinatário;
  • Reentrega, segunda e terceira entregas: São custos adicionais para cada tentativa de entrega da mercadoria;
  • Custo de estadia do veículo: São custos gerados quando o veículo permanece parado além de seu tempo limite;
  • Custo de Administração das Secretarias da Fazenda: São custos "invisíveis" gerados pelos procedimentos adotados pelas Secretarias de Fazenda dos Estados. Desta forma, existe a Taxa de Administração das Secretarias da Fazenda (TAS) para ressarcir os transportadores.
  • Custo de Dificuldade de Entrega: São custos adicionais para entregas que apresentam dificuldades;
  • Custos de Restrição ao Trânsito:  São os custos existentes em casos de restrição à circulação de veículos de transporte de carga e/ou à própria atividade de carga e descarga em determinados municípios.

Conhecer os principais custos do transporte rodoviário de cargas é fundamental para que a companhia possa administrar seu capital, realizar cobranças adequadas e até mesmo competir em seu mercado com eficiência. Portanto, vale a pena estar sempre atento a este assunto e acompanhar de perto os custos, já que alguns deles estão sempre em processo de reajustes.

Gostou da dica? Tem dúvidas sobre custos do transporte rodoviário de cargas? Deixe seu comentário abaixo:

Erros mais comuns na contratação de transportadores autônomos

Terceirizar o transporte de cargas por meio de autônomos tem sido uma das práticas mais comuns dentro do segmento logístico, já que tende a proporcionar economias e outras vantagens competitivas para as transportadoras.
Mas apesar de tantos benefícios, é preciso estar atento na hora de contratar os transportadores autônomos e conhecer as leis que visam proteger os direitos tanto do contratante quanto do contratado. Veja a seguir, alguns erros mais comuns nesta modalidade e saiba como evitá-los:

Erros comuns na hora da contratação


Não seguir as regras para o enquadramento na lei do TRC


Uma das falhas mais comuns praticadas na contratação de transportadores autônomos está no não cumprimento das regras estabelecidas pelo TRC. Neste caso, os principais equívocos são: 
  • Não saber diferenciar um transportador autônomo independente do transportador autônomo agregado. Onde o primeiro refere-se aquele que presta serviços de transporte de carga eventualmente, ou seja, não possui exclusividade com quem o contrata e tem o frete ajustado a cada viagem. Já o segundo representa aquele que está exclusivamente a serviço do contratante;
  • Não formular contrato ou não especificar que o vínculo entre transportadora e autônomo se restringe somente em natureza comercial, ou seja, sem vínculos empregatícios. Vale destacar, que os descumprimentos da lei tendem a promover o entendimento de que o motorista contrato possui vínculos empregatícios, e neste caso a transportadora não será amparada pela lei.
  • Não verificar se o transportador contratado possui registro para tal atividade (RNTRC- Registro Nacional de Transportador Rodoviário de Cargas).

Recolhimento errado ou não recolhimento dos tributos obrigatórios

Outro erro bastante comum é deixar de recolher os tributos obrigatórios, ou na hora de recolhê-los, fazer de maneira incorreta. Neste caso, ao contratar os serviços de um transportador autônomo, devem ser recolhidas as seguintes taxas:
  • INSS: Com base de cálculo reduzida a 20% do valor bruto pago ao transportador autônomo, é retido 11% e não podendo ultrapassar o teto máximo.
  • SEST/SENAT: Incide sobre a prestação de serviços e seu valor é de 2,5%
  • ISS ou ISSQN: Valor descontado caso o transporte seja realizado dentro do município. A alíquota varia de 2% a 5%.
  • IRRF: Deve ocorrer em todos os pagamentos e somado a todos os valores pagos no mês para efeito de cálculo da retenção. A base de cálculo é 10% sobre o frete e é comparada com a tabela de retenção.
Em casos de recolhimento errado ou não recolhimento dos tributos, a empresa poderá receber penalidades administrativas.

Não seguir a regulamentação do pagamento eletrônico de frete


A etapa de pagamento dos autônomos é um dos pontos que mais geram erros por parte das transportadoras. Neste caso, é preciso estar atento ao regulamento estabelecido pela ANTT que foca nos seguintes aspectos:
  • Obrigatoriedade no uso de um sistema eletrônico de pagamentos;
  • Proibição da utilização da carta-frete;
  • Os pagamentos devem ser realizados somente via depósito bancário (sendo o transportador o titular da conta) ou via administradoras de meios de pagamentos eletrônicos habilitadas pela ANTT.
O não cumprimento deste regulamento tende a acarretar multas às transportadoras (contratantes) equivalente a 100% do valor do frete, sendo no mínimo de R$550,00 e no máximo de R$10.500,00. Para os autônomos que receberem fretes fora do regulamento estarão sujeitos a multas de R$550,00 e perda do RNTRC.
Conforme observado, a contratação de transportadores autônomos requer alguns cuidados para que não sejam cometidos erros que possam gerar multas, processos judiciais, entre outros fatores negativos para a empresa e para o autônomo.
Portanto, vale destacar que para a contratação de transportadores autônomos, é fundamental que a empresa conheça as leis que regem os direitos de quem contrata e de quem é contratado, bem como o processo de remuneração e pagamentos de tributos.

E você, ainda tem dúvidas sobre a contratação de transportadores autônomos? Deixe seu comentário abaixo:

Redução de custos de transporte e preço de frete baixo, qual a diferença?

Dentro do setor logístico, é fato que muitos embarcadores buscam a redução de custos. E em meio a este cenário, as transportadoras acabam associando a necessidade dos embarcadores com a cobrança de fretes mais baixos. Mas será que somente a redução de taxas de fretes é o suficiente para garantir uma vantagem competitiva?
Avaliar os diversos processos da empresa é fundamental para identificar quais atividades possuem maior relevância para a formação do preço final e quais atividades podem ser ajustadas - e até mesmo eliminadas -, para a redução de custos. Veja os detalhes a seguir:

Avaliando processos e custos

Na busca de espaço no mercado, muitas transportadoras acabam focando somente na redução do valor de frete para seus clientes, com o objetivo de aumentar a vantagem competitiva. Porém, se avaliarmos com maiores critérios, é possível observar que a competitividade nem sempre está relacionada apenas com a diminuição do preço do frete.
Conhecer todos os processos da transportadora e saber identificar as atividades que realmente geram valor para o produto final, é fundamental para eliminar ou promover mudanças em atividades que não adicionam valor ao serviço, e buscar a competitividade por outro caminho. Desta forma, toma-se como princípio o conceito de Cadeia de Valor e Vantagem Competitiva.

Entendendo a Cadeia de Valor e a Vantagem Competitiva

A Cadeia de valor é um conceito criado pelo especialista Michael Porter em 1985. Este conceito se baseia em observar o ciclo de atividades desenvolvidas pela empresa até a entrega do produto/serviço ao cliente final, com o objetivo de conhecer os principais fluxos de processos.
Por meio deste conceito, é possível identificar quais são os processos que mais geram valor ao preço final do serviço e quais processos podem ser mudados ou eliminados para a redução dos custos que chegam aos clientes. Desta forma, haverá maior eficiência operacional, que auxiliará a refletir na Vantagem Competitiva da transportadora.

Preços de frete x Custos de transporte

Uma prática comum por parte das transportadoras é a redução do frete para atrair e manter clientes. Porém, esta prática na maioria dos casos é considerada um erro, já que a transportadora deixa de avaliar todos os processos responsáveis pela formação do preço final.
Podemos citar o exemplo de uma transportadora que realiza serviços de carga lotação a um determinado embarcador (fornecedor de mercadorias). Porém, com a necessidade de atender a demanda de reposição de estoque de certos clientes, o embarcador acaba utilizando a modalidade de carga lotação e promove uma ociosidade nos veículos (já que não estão utilizando sua capacidade total).
A transportadora por sua vez, poderá avaliar o valor de suas atividades, identificando um desperdício desnecessário com a ociosidade de caminhões. Desta forma, observa-se a possibilidade de consolidar a carga deste embarcador no mesmo caminhão que irá transportar as mercadorias de outros clientes, sendo possível também ajustar a forma de negociação do frete, que poderá ser cobrado por tonelada transportada, ficando mais barato para o embarcador.
Como se pode observar, o transportador deixou de reduzir o preço do frete simplesmente para manter ou conquistar novos clientes e com isso, passou a ser mais competitivo ao analisar quais os processos poderiam ser ajustados para que houvesse uma redução de custos que poderiam ser repassadas ao embarcador.
Saber identificar a diferença entre reduzir custos de transporte de cargas e ter preços de frete mais baixos é fundamental para reconhecer que a competitividade de uma transportadora vai além de reduzir o preço de frete para seus clientes.
Desta forma, as transportadoras que pretendem se descartar perante a concorrência, devem fornecer alternativas de transporte que reduzam a relação custo de transporte X valor da mercadoria aos embarcadores.

E você, como avalia os processos de sua transportadora para torná-la mais competitiva? Conte-nos através dos comentários!

Saiba analisar a relação Frete x Valor de Mercadoria no transporte de cargas

Para a formação de preços de produtos, as empresas adotam diversos parâmetros para chegar a um valor final a ser disponibilizado aos consumidores. Dentre estes parâmetros é possível destacar os custos logísticos, sendo que estes representam uma parcela significativa do preço final do produto.
Desta forma, as transportadoras devem identificar a necessidade de seus embarcadores a fim de saber avaliar a relação entre o frete e valor da mercadoria no transporte de cargas já que este é essencial para precificar produtos da maneira adequada, mantendo a lucratividade e competitividade da empresa.

Custos Logísticos x Preço do Produto

Os custos logísticos são representados por todas as despesas relacionadas à logística da empresa, como por exemplo: armazenagem, transporte, embalagem, inventário, controle operacional, entre outros.
Dentre os custos logísticos é possível destacar o custo de transporte como sendo o principal deles, já que representa mais da metade de todo o custo. Para ter uma ideia da importância destes custos, basta observamos as empresas de distribuição de combustíveis, onde somente o valor do transporte pode representar cerca de duas ou três vezes o seu lucro.
Com isso, é preciso avaliar a importância que os custos logísticos representam para a precificação final dos produtos. Desta forma, cabe às transportadoras, analisarem o perfil de seus clientes, observando a importância que o frete possuirá para o valor final dos produtos bem como a sua competitividade.

Competitividade e Transporte

A competitividade é comumente vista como uma simples concorrência de preços, porém, também deve ser medida pelo nível de qualidade de serviço. Empresas que comercializam produtos de baixo valor desejam que as transportadoras ofereçam fretes mais baixos, já que a competitividade no produto seria significativamente afetada com um frete elevado. Desta forma, o valor do frete tende a ser mais valorizado.
Por outro lado, quando as empresas comercializam produtos de valor elevado, como é o caso da indústria de eletroeletrônicos, o valor do frete no geral deve ter uma participação pequena no valor do produto, ou seja, a qualidade do serviço tende a ser mais valorizada pelos embarcadores.
Em outras palavras, é possível destacar que produtos de baixo valor no geral devem possuir um frete baixo (alta participação do frete) para obter maior competitividade e produtos de alto valor terão como maior relevância, a qualidade do serviço de frete (baixa participação do frete).
Um simples exemplo a ser citado, seria uma loja virtual que comercializa camisetas, logo, se o frete for alto, o produto tende a ser desvalorizado. Em outro cenário temos, por exemplo, uma loja de móveis e eletrodomésticos. Neste caso, o preço de frete não possui tanta relevância, já que o maior interesse do embarcador é que a mercadoria seja entregue com agilidade, segurança e qualidade.

Papel dos transportadores

Em meio a um cenário onde os custos logísticos possuem grande relevância para a precificação dos produtos em diversos setores, cabe às transportadoras também avaliar as características de seus clientes para atender as suas necessidades e demandas, de modo a apresentar preços e condições adequadas a cada tipo de produto transportado, para garantir uma melhor competitividade de seus clientes.
Sendo assim, é importante que o transportador conheça o tipo de segmento de seus clientes, a fim de avaliar o nível de relevância que o preço do frete terá para o preço final do produto.

E você, ainda tem dúvidas sobre a análise da relação frete x valor da mercadoria no transporte de cargas? Deixe seu comentário abaixo!

Veja também nosso post com os tipos de tarifa que sua transportadora pode usar para cobrar pelo serviço!

Como a TI ajuda a gerir a contratação de transportador e o pagamento de fretes?


Como proprietário de um negócio, você não concordaria em fazer uma compra que poderia ter impacto na sua rentabilidade sem primeiro compreender o custo associado a essa compra, certo? Da mesma forma, é importante conhecer e compreender o verdadeiro custo do frete de transporte de produtos e mercadorias. Ter conhecimento dos procedimentos de transporte e das taxas pode ajudar a evitar gastos desnecessários.

O desafio do gerenciamento de frete envolve todo o ciclo de contratação de transportes, desde as cotações e negociações das tabelas, passando pelos ciclos de coletas e entregas até as liberações financeiras e os pagamentos pelos serviços. A gestão de frete compreende os seguintes processos:

  • A gestão de frete compreende os seguintes processos:
  • Monitoramento da execução dos serviços;
  • Monitoramento da qualidade dos serviços;
  • Auditoria e conferência de frete;
  • Automação da Integração entre embarcador e transportador;
  • Avaliação e comparação de fornecedores.

Sistemas de gestão de frete

Não importa o tamanho da operação, a tecnologia é, cada vez mais uma excelente aliada na gestão de fretes. Além de facilitar a integração com outras áreas da empresa, os softwares de gestão de frete automatizam os controles, evitando a perda ou extravio de dados e documentos.

Com um bom sistema, inclusive na nuvem e podendo ser acessado via web em qualquer dispositivo, é possível gerar relatórios em tempo real para tomar decisões e melhorar a comunicação com as próprias transportadoras e também com os prestadores de serviços (despachantes, contadores, advogados etc.).

Principais funcionalidades do sistema de gestão de frete

Um bom sistema de gestão de frete compreende as seguintes funcionalidades:
  • Registro das cotações de valores para todos os embarques - feito pelo embarcador ou pela transportadora a partir dos dados dos embarques;
  • Registro e manutenção das tabelas de fretes das transportadoras - com isso, é possível fazer simulações de valores;
  • Agendamento de coletas e entregas de carga;
  • EDI das informações - envolvendo processos de envio de Notas Embarcadas (NOTFIS), recebimento de conhecimentos emitidos, recebimento de faturas de Fretes, recebimento de ocorrências etc;
  • Contratação automatizada de transportadoras que atendem a região para onde a mercadoria deve viajar ou de onde ela deve vir - de acordo com o melhor prazo e/ou preço;
  • Gerenciamento de prazos de entrega e avaliação das transportadoras conforme seu desempenho - ranking automático e atualizado com as transportadoras que melhor atendem aos requisitos;
  • Dashboard com indicadores e gráficos da área de logística - visualização e tratamento rápido de pendências; melhorias na tomada de decisão;
  • Auditorias automatizadas de valores de fretes.

Benefícios que o sistema de gestão de frete oferece às empresas

A seguir, veja alguns dos principais benefícios que um bom sistema de gestão de frete pode trazer para sua empresa:
  • Redução de custos - com todo o processo automatizado e otimizado, é possível tomar decisões melhores na hora da negociação e da contratação de fretes;
  • Melhorias na produtividade - tudo que era feito em planilhas de papel ou Excel e consolidada manualmente, passa a ser automático, um lançamento alimenta todos os diretórios necessários;
  • Melhorias na competitividade - com um processo de fretes mais sob controle a empresa ganha tempo e se destaca perante a concorrência;
  • Melhorias na comunicação - um bom sistema oferece integração com outros departamentos da empresa e até com os fornecedores de serviços de transporte;

Sua empresa já conta com um bom sistema de gestão de fretes? Deixe seu comentário!