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Como as generalidades do contrato de transporte afetam sua rentabilidade?

Todo contrato de prestação de serviço possui um conjunto de termos gerais chamado de generalidades. Por desatenção ou por achar que não são importantes, muitas transportadoras não dão a devida importância na hora de elaborar essas partes do contrato. Com esse texto você vai perceber como é fundamental estar pode dentro desses tópicos para não ter prejuízo na rentabilidade de sua empresa.

Essas partes são:
  •        Reentrega e devolução;
  •        Armazenamento ou fiel depositário;
  •        Valor da diária;
  •        Cobrança de tributos
REENTREGA E DEVOLUÇÃO
Quando o transportador não deixa claro quando um procedimento é caracterizado como reentrega ou como devolução, o cliente pode não querer pagar pelo transporte. Ex.: se você definir que a reentrega só pode ser feito após autorização por e-mail, caso você envie a carga com uma autorização por telefone, o cliente pode alegar que não foi feito conforme o combinado. Descubra a melhor forma de definir esses procedimentos tão corriqueiros no dia a dia da transportadora para evitar esforços improdutivos e pouco rentáveis.
ARMAZENAMENTO OU FIEL DEPOSITÁRIO
No contrato deve ficar claro quem será o fiel depositário, ou seja, aquele responsável por armazenar a carga quando ela estiver prestes a ser transportada. Defina também se pessoa que fará esse armazenamento ficará responsável por qualquer sinistro que ocorra com a mercadoria, pois nesse caso ela deve arcar com as eventuais indenizações que possam ocorrer. Em geral, o fiel depositário acaba sendo a própria empresa transportadora.
VALOR DA DIÁRIA
É possível que, em alguma entrega, o seu cliente solicite que o veículo possa aguardar até o dia seguinte para que seja efetuada a retirada das mercadorias. Nessas situações em que você precise oferecer um “recurso extra” de seu serviço, é preciso estipular um valor para o período desse trabalho. Essa cobrança geralmente é feita definindo o valor de uma diária que seu veículo ou outro recurso seu ficará retido para um cliente específico.


COBRANÇA DE TRIBUTOS
É ideal que o transportador tenha um planejamento tributário em sua empresa para evitar ônus fiscais desnecessários que comprometam a margem de lucro de seus contratos. O planejamento vai ajudar o empresário a saber quais responsabilidades fiscais deve cumprir, evitando gastos desnecessários com outras que não tem obrigações de cumprir perante a lei, além de gerenciar quando e como pagá-las. A tributação adequada no contrato gera um preço mais competitivo e menor risco de questionamento pelo fisco.
Com a atenção necessária a cada uma dessas particularidades, sua empresa pode ter um crescimento progressivo na qualidade do serviço e na margem de lucro no fim do mês. Se você tem alguma dúvida ou sugestão, deixe aqui nos comentários do blog!

4 dicas para aumentar a percepção de valor dos clientes de sua transportadora



Com a crescente competitividade no setor de transporte de cargas, oferecer serviços com eficiência e qualidade agregam valores positivos às empresas, ajudando a crescer a cartela de clientes e fidelizá-los. Uma das formas de impulsionar as vendas e tornar seu negócio mais conhecido é ter um bom resultado no Índice de Prestígio da Marca Corporativa - IPCM.


Mas, o que é o IPCM?
O Índice de Prestígio da Marca Corporativa é representado  pelos atributos que destacam positivamente ou não uma empresa e/ou seus produtos e serviços, e dividem-se basicamente em 5 características principais:
  1. Qualidade dos produtos e/ou serviços oferecidos;
  2. Admiração e confiança que sua empresa e/ou produto tem de seus clientes e potenciais clientes;
  3. Preocupação com ações de responsabilidade social e ambiental (geração de menos impactos sociais e ambientais);
  4. Capacidade de inovação;
  5. Histórico e evolução da empresa.


Através da análise do IPCM, é possível traçar o perfil de confiabilidade de uma empresa/produto ou serviço e consequentemente a percepção de valor dos clientes. Esta percepção refere-se ao valor atribuído pelos clientes ao serviço/empresa ou produto baseado no custo vs. benefício. Ou seja, mede-se a partir dos benefícios de uso ou a compra, em contrapartida aos custos de aquisição em comparação com a concorrência.


Uma das formas de você, gestor, entender qual o valor percebido que seus clientes têm de sua transportadora, é verificar ao longo do tempo de relacionamento com aquele cliente, quantas vezes ele voltou a solicitar os serviços da sua prestadora, se ao longo do tempo este cliente aumentou a demanda de pedidos ou passou a optar por serviços mais caros e com operação maior.


Estes são alguns indícios facilmente perceptíveis a médio e curto prazo, e dão a você a noção de como atender melhor aquele cliente e oferecer outras soluções para fidelizar cada vez mais o seu público alvo.


É importante ressaltar que este valor percebido pelo seu cliente é variável e se modifica de acordo com o estágio da relação entre ele e sua empresa/produto. Isso significa por exemplo que na pré-venda este valor pode ser menor que na pós-venda.


Mas se este valor percebido é variável, de que forma uma empresa de transporte de cargas pode mantê-lo favorável? Como reverter esses índices em bons resultados de vendas?


Pensando no desenvolvimento da sua operação de transportes, separamos 4 dicas de como aumentar a percepção de valor dos seus clientes:


  1. Invista em constantes melhorias nos seus serviços e produtos, porque a qualidade do que você oferece será seu grande diferencial. Por exemplo, o uso de softwares que oferecem informações de alta qualidade em tempo real farão toda a diferença no dia a dia dos seus clientes;
  2. Destaque seus procedimentos de alta performance como o cumprimento dos prazos de entrega eficiente, e evidencie como sua empresa faz isso (softwares de otimização e gerenciamento, organização diferenciada das equipes de transporte etc);
  3. Crie cases de sucesso. Contate seus clientes mais antigos e produza depoimentos ressaltando o porquê da sua empresa se destacar em relação à concorrência;
  4. Valorize as ações de otimização, agilidade, exclusividade e eficiência de sua empresa/serviço/produto, utilizando a tecnologia como aliada, como por exemplo sistemas de TMS modernos que ofereçam a possibilidade do seu cliente gerenciar todas as operações sem a necessidade da intervenção de intermediários;
  5. Evidencie o histórico e a evolução da sua transportadora e dos seus serviços, demonstrando as razões pelas quais você pode oferecer a melhor opção para solucionar as demandas de sua clientela.

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Por: Taísa Silveira

Conheça principais custos do transporte rodoviário de cargas

Para qualquer empresa, entender e conhecer os seus custos são tarefas essenciais para auxiliar na tomada de decisões e na formação do preço de seus produtos/serviços. Para as transportadoras isto não é diferente, já que conhecer os custos do transporte rodoviário de cargas, irá auxiliá-los na formação de preços de fretes que sejam adequados para pagar as despesas e obter um percentual de lucro desejado.
Desta forma, conheça a seguir os principais custos no transporte de cargas.


Custo de coleta, entrega e transferência

Os custos de coleta, entrega e transferência, são os custos diretamente relacionados com as atividades do transporte de cargas e são divididos em custos fixos e variáveis.

Custos Fixos

Representam custos que não variam conforme a distância percorrida dos veículos, ou seja, são custos que existem mesmo com o veículo parado e são geralmente calculados mensalmente.
Os custos fixos são compostos por alguns dos seguintes componentes:
  • Salário do motorista;
  • Salário da oficina;
  • Licenciamento;
  • Reposição do veículo;
  • Reposição do equipamento;
  • Seguro do equipamento;
  • Remuneração do capital empatado, entre outros.

Custos variáveis

Ao contrário dos custos fixos, os custos variáveis variam de acordo com a quilometragem rodada dos veículos.
Os custos variáveis são compostos por alguns dos seguintes componentes:
  • Peças e demais acessórios de manutenção;
  • Combustível e lubrificantes;
  • Pneus, recauchutagens, entre outros.

Despesas indiretas

Conhecidas como despesas administrativas, as despesas indiretas são aquelas que estão indiretamente relacionadas à operação do veículo. Neste caso, variam conforme o volume de carga movimentada e não com a quilometragem rodada dos veículos.
As despesas indiretas estão divididas da seguinte maneira:
  • Salários e encargos de pessoas não envolvidas diretamente com a operação do veículo (ex.: administrativo, vendas, comercial, entre outros);
  • Despesas necessárias para o funcionamento da empresa (ex.: aluguel, impostos, comunicação, entre outros)

Custos relacionados com o valor

Os custos relacionados com o valor são aqueles referentes à gestão do risco de acidentes, avarias e o gerenciamento de riscos de roubos. Estes custos podem ser divididos em dois grupos:


Custos de gestão de riscos de acidentes e avarias (frete-valor)

O frete valor tem como objetivo agregar um valor para o transporte de mercadorias, sendo composto pelos seguintes itens:
  • Indenização por extravios, perdas, danos e riscos não cobertos pelo seguro;
  • Administração de seguros;
  • Prêmios de RCTRC;
  • Segurança interna;
  • Seguros de instalações, entre outros seguros.

Custos de gerenciamento de riscos de roubos (GRIS)

Os custos com o GRIS estão relacionados com a segurança da carga (roubo de cargas), e nestes custos estão inclusos:
  • Seguros facultativos de desvios de cargas (RCF-DC);
  • Salários (ex: horas extras; monitores de equipamentos de rastreamentos e segurança, entre outros);
  • Investimentos (ex: sistemas de rastreamentos; reposição de equipamentos, entre outros);
  • Custos operacionais de gerenciamento de risco (ex.: bilhetagem, taxas Do FISTEL, escoltas; entre outros)


Outros Custos

Representam todos os custos que não estão relacionados com o volume ou o peso do bem transportado. Alguns destes custos podem ser:
  • Custo de permanência de carga (armazenagem): Ocorre quando existe a necessidade da armazenagem de cargas após o quinto dia útil de permanência desta;
  • Custo de cubagem: Ocorre quando as cargas possuem baixo peso e lotam os veículos antes de completar o limite de peso das carrocerias;
  • Custo de devolução de mercadorias: Este custo ocorre em casos onde a mercadoria acaba sendo devolvida ao destinatário;
  • Reentrega, segunda e terceira entregas: São custos adicionais para cada tentativa de entrega da mercadoria;
  • Custo de estadia do veículo: São custos gerados quando o veículo permanece parado além de seu tempo limite;
  • Custo de Administração das Secretarias da Fazenda: São custos "invisíveis" gerados pelos procedimentos adotados pelas Secretarias de Fazenda dos Estados. Desta forma, existe a Taxa de Administração das Secretarias da Fazenda (TAS) para ressarcir os transportadores.
  • Custo de Dificuldade de Entrega: São custos adicionais para entregas que apresentam dificuldades;
  • Custos de Restrição ao Trânsito:  São os custos existentes em casos de restrição à circulação de veículos de transporte de carga e/ou à própria atividade de carga e descarga em determinados municípios.

Conhecer os principais custos do transporte rodoviário de cargas é fundamental para que a companhia possa administrar seu capital, realizar cobranças adequadas e até mesmo competir em seu mercado com eficiência. Portanto, vale a pena estar sempre atento a este assunto e acompanhar de perto os custos, já que alguns deles estão sempre em processo de reajustes.

Gostou da dica? Tem dúvidas sobre custos do transporte rodoviário de cargas? Deixe seu comentário abaixo:

Redução de custos de transporte e preço de frete baixo, qual a diferença?

Dentro do setor logístico, é fato que muitos embarcadores buscam a redução de custos. E em meio a este cenário, as transportadoras acabam associando a necessidade dos embarcadores com a cobrança de fretes mais baixos. Mas será que somente a redução de taxas de fretes é o suficiente para garantir uma vantagem competitiva?
Avaliar os diversos processos da empresa é fundamental para identificar quais atividades possuem maior relevância para a formação do preço final e quais atividades podem ser ajustadas - e até mesmo eliminadas -, para a redução de custos. Veja os detalhes a seguir:

Avaliando processos e custos

Na busca de espaço no mercado, muitas transportadoras acabam focando somente na redução do valor de frete para seus clientes, com o objetivo de aumentar a vantagem competitiva. Porém, se avaliarmos com maiores critérios, é possível observar que a competitividade nem sempre está relacionada apenas com a diminuição do preço do frete.
Conhecer todos os processos da transportadora e saber identificar as atividades que realmente geram valor para o produto final, é fundamental para eliminar ou promover mudanças em atividades que não adicionam valor ao serviço, e buscar a competitividade por outro caminho. Desta forma, toma-se como princípio o conceito de Cadeia de Valor e Vantagem Competitiva.

Entendendo a Cadeia de Valor e a Vantagem Competitiva

A Cadeia de valor é um conceito criado pelo especialista Michael Porter em 1985. Este conceito se baseia em observar o ciclo de atividades desenvolvidas pela empresa até a entrega do produto/serviço ao cliente final, com o objetivo de conhecer os principais fluxos de processos.
Por meio deste conceito, é possível identificar quais são os processos que mais geram valor ao preço final do serviço e quais processos podem ser mudados ou eliminados para a redução dos custos que chegam aos clientes. Desta forma, haverá maior eficiência operacional, que auxiliará a refletir na Vantagem Competitiva da transportadora.

Preços de frete x Custos de transporte

Uma prática comum por parte das transportadoras é a redução do frete para atrair e manter clientes. Porém, esta prática na maioria dos casos é considerada um erro, já que a transportadora deixa de avaliar todos os processos responsáveis pela formação do preço final.
Podemos citar o exemplo de uma transportadora que realiza serviços de carga lotação a um determinado embarcador (fornecedor de mercadorias). Porém, com a necessidade de atender a demanda de reposição de estoque de certos clientes, o embarcador acaba utilizando a modalidade de carga lotação e promove uma ociosidade nos veículos (já que não estão utilizando sua capacidade total).
A transportadora por sua vez, poderá avaliar o valor de suas atividades, identificando um desperdício desnecessário com a ociosidade de caminhões. Desta forma, observa-se a possibilidade de consolidar a carga deste embarcador no mesmo caminhão que irá transportar as mercadorias de outros clientes, sendo possível também ajustar a forma de negociação do frete, que poderá ser cobrado por tonelada transportada, ficando mais barato para o embarcador.
Como se pode observar, o transportador deixou de reduzir o preço do frete simplesmente para manter ou conquistar novos clientes e com isso, passou a ser mais competitivo ao analisar quais os processos poderiam ser ajustados para que houvesse uma redução de custos que poderiam ser repassadas ao embarcador.
Saber identificar a diferença entre reduzir custos de transporte de cargas e ter preços de frete mais baixos é fundamental para reconhecer que a competitividade de uma transportadora vai além de reduzir o preço de frete para seus clientes.
Desta forma, as transportadoras que pretendem se descartar perante a concorrência, devem fornecer alternativas de transporte que reduzam a relação custo de transporte X valor da mercadoria aos embarcadores.

E você, como avalia os processos de sua transportadora para torná-la mais competitiva? Conte-nos através dos comentários!

Saiba analisar a relação Frete x Valor de Mercadoria no transporte de cargas

Para a formação de preços de produtos, as empresas adotam diversos parâmetros para chegar a um valor final a ser disponibilizado aos consumidores. Dentre estes parâmetros é possível destacar os custos logísticos, sendo que estes representam uma parcela significativa do preço final do produto.
Desta forma, as transportadoras devem identificar a necessidade de seus embarcadores a fim de saber avaliar a relação entre o frete e valor da mercadoria no transporte de cargas já que este é essencial para precificar produtos da maneira adequada, mantendo a lucratividade e competitividade da empresa.

Custos Logísticos x Preço do Produto

Os custos logísticos são representados por todas as despesas relacionadas à logística da empresa, como por exemplo: armazenagem, transporte, embalagem, inventário, controle operacional, entre outros.
Dentre os custos logísticos é possível destacar o custo de transporte como sendo o principal deles, já que representa mais da metade de todo o custo. Para ter uma ideia da importância destes custos, basta observamos as empresas de distribuição de combustíveis, onde somente o valor do transporte pode representar cerca de duas ou três vezes o seu lucro.
Com isso, é preciso avaliar a importância que os custos logísticos representam para a precificação final dos produtos. Desta forma, cabe às transportadoras, analisarem o perfil de seus clientes, observando a importância que o frete possuirá para o valor final dos produtos bem como a sua competitividade.

Competitividade e Transporte

A competitividade é comumente vista como uma simples concorrência de preços, porém, também deve ser medida pelo nível de qualidade de serviço. Empresas que comercializam produtos de baixo valor desejam que as transportadoras ofereçam fretes mais baixos, já que a competitividade no produto seria significativamente afetada com um frete elevado. Desta forma, o valor do frete tende a ser mais valorizado.
Por outro lado, quando as empresas comercializam produtos de valor elevado, como é o caso da indústria de eletroeletrônicos, o valor do frete no geral deve ter uma participação pequena no valor do produto, ou seja, a qualidade do serviço tende a ser mais valorizada pelos embarcadores.
Em outras palavras, é possível destacar que produtos de baixo valor no geral devem possuir um frete baixo (alta participação do frete) para obter maior competitividade e produtos de alto valor terão como maior relevância, a qualidade do serviço de frete (baixa participação do frete).
Um simples exemplo a ser citado, seria uma loja virtual que comercializa camisetas, logo, se o frete for alto, o produto tende a ser desvalorizado. Em outro cenário temos, por exemplo, uma loja de móveis e eletrodomésticos. Neste caso, o preço de frete não possui tanta relevância, já que o maior interesse do embarcador é que a mercadoria seja entregue com agilidade, segurança e qualidade.

Papel dos transportadores

Em meio a um cenário onde os custos logísticos possuem grande relevância para a precificação dos produtos em diversos setores, cabe às transportadoras também avaliar as características de seus clientes para atender as suas necessidades e demandas, de modo a apresentar preços e condições adequadas a cada tipo de produto transportado, para garantir uma melhor competitividade de seus clientes.
Sendo assim, é importante que o transportador conheça o tipo de segmento de seus clientes, a fim de avaliar o nível de relevância que o preço do frete terá para o preço final do produto.

E você, ainda tem dúvidas sobre a análise da relação frete x valor da mercadoria no transporte de cargas? Deixe seu comentário abaixo!

Veja também nosso post com os tipos de tarifa que sua transportadora pode usar para cobrar pelo serviço!