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Você está atualizado com a obrigatoriedade do MDFe?

Quem trabalha no setor de transportes precisa estar se atualizando constantemente, pois todos os anos acontecem mudanças na regulamentação e fiscalização do setor. Uma das últimas alterações foi em abril de 2016 e diz respeito às exigências para emissão de MDFe.
Antes dessa mudança, estavam vigentes as obrigações instituídas pelo ajuste SINIEF 24/2013, que determinava a emissão de Manifesto para transportes interestaduais com mais de uma nota ou conhecimento de transporte.

Porém, como dito, em abril de 2016 o novo ajuste SINIEF 009/2015 alterou as exigências para emissão deste documento. Agora, todos as operações de transporte interestaduais precisam emitir MDFe, mesmo os que levam apenas uma nota fiscal ou um conhecimento de transporte.

Ou seja, se você é:
  • Empresa que possui veículos próprios para o transporte
  •  Contratante de transportadores autônomos
  •  Empresas de transporte de cargas

E contrata e/ou realiza transporte interestadual de cargas com pelo menos um(a):
  • Conhecimento de Transporte
  • Nota fiscal

Precisa assegurar que o Manifesto de Documento Fiscal está sendo transportado em suas operações, sob pena de multa ou apreensão do veículo na ausência do documento.

(Obs.: No caso do transporte ser feito por transportador autônomo, o responsável pela emissão de MDFe é a empresa emitente da NFe das cargas)

Portanto, se sua empresa ou transportadora se encaixa nos requisitos acima e ainda não emite MDFe, está correndo sérios riscos de se prejudicar com multas! Para evitar isso, você pode utilizar o Hive.cloud MDFe em suas operações, um emissor 100% online e que oferece suporte 24h na emissão! Clique aqui e experimente grátis nosso software!

Relembre a finalidade do MDFe
O Manifesto de Documentos Fiscais Eletrônicos (MDFe) é um documento criado para registrar todos os documentos fiscais que estão sendo transportados (CTe, NFe, notas fiscais tradicionais tipo 1 ou 1A). Ele foi lançado para substituir o Manifesto de Cargas (modelo 25) e a Capa de Lote Eletrônica (CL-e) e tinha como objetivo melhorar a fiscalização sobre o que foi declarado e o que foi realmente entregue, além de proporcionar mais agilidade para as operações de transporte ao diminuir o tempo de espera nos postos de fiscalização.

Quer ler mais conteúdos sobre o MDFe? Então clique aqui e leia 8 dicas rápidas para a emissão de MDFe!

Transportador, esteja um passo a frente do problema!

Problemas são algo comum para quem trabalha com transporte de cargas e eventos como sinistros, avarias, atrasos, quebra de caminhões na estrada etc, se tornam presentes no dia a dia de uma transportadora. Por esta razão, muitos gestores gastam parte importante de seu tempo tratando desses problemas, e consequentemente deixando suas operações cotidianas mais lentas, visto que poderiam estar se dedicando à outras atividades que o trabalho logístico exige.

Porém ao invés de perder tempo tratando dessas dificuldades, as melhores transportadoras e operadores logísticos investem seu tempo na prevenção, e não na correção dos erros.

Mas, como fazer isso?

Você deve estar pensando em alguma solução muito cara ou complicada não é mesmo? Na realidade, a resposta é muito simples! Trate as causas dos problemas, e não as consequências que ele causa!
Ficou confuso? Eu explico: quando se trata as causas dos problemas, você vai no cerne da questão, e dessa maneira as consequências podem ser tratadas de forma eficiente.
Por exemplo: Uma transportadora está com uma incidência alta de atrasos nas entregas numa rota X. Porém, ao invés de tratar o problema depois que ele já ocorreu, é mais eficiente que se olhe para as causas do problema antes que ele ocorra, pois além de ser mais efetivo, os custos serão menores.
Uma entrega em atraso gera custos desnecessários como o despacho de cargas em caráter emergencial sem que haja a consolidação das cargas, ou seja, o acondicionamento de mais mercadorias num mesmo caminhão para otimizar a distribuição.

Observando as causas dos atrasos a partir da análise dos índices de performance da transportadora, é possível identificar o que tem causado os problemas: Seria o trafego intenso?  A situação física da estrada? Os desvios de rota? Enfim, a partir da análise efetiva das causas do problema a tratativa delas é o que fará com que a atividade desempenhada seja mais eficaz.

Identifique os indícios antes do problema aumentar: monitore seus resultados

Porém antes de implementar as soluções é imprescindível que a transportadora monitore seus resultados para que, a partir dos dados obtidos de sua performance, possa efetuar as correções e mudanças necessárias. No caso do atraso das entregas na rota X, o transportador deve se perguntar se está por exemplo, despachando os veículos no prazo correto de um entreposto para outro, ou se está levando mais tempo do que o necessário para a execução dessa atividade. Em nosso blog temos alguns textos que podem ajudar você, explicamos como monitorar o desempenho de uma transportadora e como o transportador deve realizar o monitoramento de ocorrências com as cargas.

Mantenha o problema à vista

Atentar para as estatísticas da sua transportadora é essencial no controle dos resultados. Um bom exemplo de monitoramento de performance é a possibilidade do acompanhamento do status das cargas em tempo real e acesso às notificações de ocorrências. Utilizar um software que permita a visibilidade global da operação - e consequentemente do status de cada carga - é primordial, para que os problemas sejam identificados rapidamente ou o ideal, antes mesmo que eles ocorram.

A utilização de um software que permita a visibilidade desses problemas um uma única tela da interface é um grande ganho de tempo, além da otimização das atividades logísticas.


Por: Taísa Silveira

Entenda o que é passivo fiscal e como trabalhar com transportador autônomo

Analisar os riscos tributários pode surpreender as empresas na hora de abrirem capital ou contratarem autônomos. Considerando o mercado e a competição atual existente, grande parte das transportadoras precisa revisitar suas contabilidades fiscais.

Essa reavaliação pode mostrar que pontos considerados como riscos possíveis – e não contabilizados no balanço financeiro da empresa – se convertem em passivos fiscais, a serem registrados e recolhidos.

O que é passivo fiscal?


Passivos fiscais são despesas que envolvem um grau de incerteza quanto à sua ocorrência de forma efetiva. São todos os atos ou fatos que podem levar o administrador a ter um desembolso inesperado.


Não entendeu? Explicamos para você


Quando a empresa não tem uma conduta administrativa correta, ou seja, quando deixam de priorizar o pagamento dos tributos e atrasam dívidas postergando para o futuro, cometem um grande engano. Essas dívidas e tributos, também chamados de passivos fiscais, se acumulam com o tempo, virando uma grande bola de neve.

Nesse processo, muitos empresários perdem suas empresas e colocam tudo a perder rapidamente. E o problema não acaba com a falência. No caso do passivo fiscal acumulado, até os bens do dono podem ser penhorados.

Uma prática frequente de passivo fiscal é o não recolhimento dos tributos ao trabalhar com transportadores autônomos.

O trabalho com autônomos

Como sabemos, trabalhador autônomo configura toda pessoa física que exerce por si mesma, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não. Sendo assim, o trabalhador assume os riscos da sua própria atividade.

Isso é essencial para que a empresa evite sofrer uma demanda trabalhista para reconhecimento de vínculo de emprego. Separamos abaixo também alguns pontos importantes que devem ser observados:


  • Observar se o TAC (transportador autônomo de cargas)  é pessoa física que tenha no transporte rodoviário de cargas a sua atividade profissional; Para isso, ele precisará comprovar documentalmente estar atendendo a outras empresas e clientes, fazendo os mesmos serviços que pretende prestar à sua operação.
  • Deverá comprovar ser proprietário, co-proprietário ou arrendatário de, pelo menos, 1 (um) veículo automotor de carga, registrado em seu nome no órgão de trânsito, como veículo de aluguel; É comum o suposto TAC informar que o veículo está no nome de um terceiro, até parentes seus (Pai, irmão, tio, etc.), mas deve ser exigido o registro no seu nome.
  • Comprovar experiência de, pelo menos, 3 (três) anos na atividade, ou ter sido aprovado em curso específico.
  • Não fazer o pagamento em conta de terceiros ou em dinheiro, sem vincular ao contrato de transporte. É preciso pagar como a ANTT regula, exatamente em nome do prestador.
  • Como o transporte rodoviário de cargas será efetuado além do contrato, recomenda-se que seja feito um conhecimento de transporte, que deverá conter informações para a completa identificação das partes e dos serviços e de natureza fiscal. Assim, você demonstra a especificidade daquele transporte prestado e a sua remuneração.
  • Não se deve tratar o TAC como seu empregado, ou seja, não deve usar farda, nem crachá, nem receber salário fixo, nem ordens de superiores, nem prestar serviços em horários definidos (expediente), não receber nenhuma ajuda de alimentação, de custo, plano de saúde, enfim, é preciso tratar o TAC como um autônomo.


Onde mora o perigo


Antes de tudo, é preciso estabelecer um contrato bem definido sobre a prestação de serviço que o autônomo irá fazer, e quanto será a renda bruta proveniente da sua atividade para a aplicação tributária.

A transportadora que contratar um autônomo deve observar:


  • As hipóteses de retenção na fonte (ISS, IR, INSS)
  • Se o autônomo está ou não sujeito à emissão de Nota Fiscal
  • Se o autônomo tem inscrição na prefeitura, e se recolhe ISS faturado (na emissão da NF) ou fixo
  • Avaliar se está sujeita à tributação de 20% sobre o bruto da prestação se não for empresa optante pelo Simples Nacional ou se o INSS não estiver incluso na alíquota do Simples.


Todos esses recolhimentos devem ser apresentados preferencialmente no RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo). Se quiser saber como calcular os impostos do RPA, clique aqui

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5 ferramentas de gestão da qualidade que o gestor de transporte deve conhecer

Os Sistemas de Qualidade existem para verificar os processos de uma empresa e focar na qualidade do produto ou serviço final. Atualmente, é possível encontrar diversas ferramentas fundamentais para apoiar gestores de qualquer área e promover melhoria na qualidade da gestão.
No segmento logístico, por exemplo, é possível utilizar diversas metodologias para identificar problemas e focar em melhorias contínuas. Veja a seguir 5 ferramentas essenciais que você deve conhecer:


PDCA

PDCA  (Plan-Do-Check-Adjust ou Planejamento / Execução, Checagem, Ação), é uma ferramenta de gestão baseada em quatro passos para correção de erros e foco na melhoria contínua de processos e produtos. Este método de gestão se fundamenta em um ciclo, ou seja, todo o planejamento e ação desenvolvidos nele, não possuem um final pré-estabelecido.
As etapas do Ciclo PDCA são divididas da seguinte maneira:
1 - P = (Plan/Planejamento): É realizado um planejamento para estabelecer os processos necessários para entregar os resultados conforme os objetivos e metas da empresa.
2 - D = (Do/Execução): É posto em prática todo o plano elaborado anteriormente. É realizada também uma coleta de dados para mapeamento e análise que serão utilizados nos passos seguintes.
3 - C = (Check/Checagem): É analisado o resultado coletado na fase de Execução e posteriormente comparado com os resultados esperados na fase de Planejamento.
4 - A = (Act/Ação): São realizadas ações corretivas para que a empresa possa alinhar os resultados reais com o que foi inicialmente planejado.
Como podemos observar na imagem abaixo, o ciclo PDCA representa uma base para a melhoria contínua, já que ao final quarta etapa, inicia-se novamente um novo planejamento para se alcançar novos patamares de qualidade.




5W2H

5W2H é uma ferramenta de gestão que tem como objetivo facilitar a elaboração de planos de ação, funcionando como um checklist, onde são mapeadas as atividades que precisam ser desenvolvidas.
Com esta metodologia é possível observar com clareza o planejamento das atividades e elaboração de projetos. Veja abaixo a representação de cada diretriz desta ferramenta:
  • What- (O que) O que será feito?
  • Why- (Por que) Qual a razão de ser feito?
  • Where- (Onde) Em que local será realizada tal ação?
  • When- (Quando) Em que momento ocorrerá?
  • Who- (Por quem) Quem serão os responsáveis por cada atividade?
  • How- (Como) Quais serão as ferramentas utilizadas e de que forma serão utilizadas?
  • How much- (Quanto) Quanto custará fazer?

MASP (QC Story)

O MASP (Método de Análise e Solução de Problemas) é uma metodologia japonesa (QC-Story) para análise e solução de problemas. Baseado em 8 etapas, este método procura identificar o problema e solucioná-lo de maneira efetiva. Veja:
1. Identificação: Definição do problema a ser solucionado;
2. Observação: Levantamento de dados para identificar as características específicas do problema identificado;
3. Análise: Diagnóstico das principais causas do problema;
4. Plano de ação: Montagem de plano de ação para bloquear as causas prováveis do problema;
5. Ação: É colocado em prática todo o plano de ação para efetivar o bloqueio das causas do problema;
6. Verificação: Verificação das ações promovidas. Caso ainda não sejam efetivas, torna-se necessário retornar à Etapa 1;
7. Padronização: É feita a padronização dos métodos para evitar que o mesmo problema volte a ocorrer;
8. Conclusão: Análise de todas as etapas e verificação da real solução do problema;

Pareto

O princípio de Pareto, também conhecido como princípio 80-20, é um método de análise que pode ser utilizado para medir a produtividade de uma empresa. Seu princípio se baseia que 80% dos resultados decorrem de 20% das causas e vice versa.
Para uma gestão estratégica, o princípio de Pareto mostra que as empresas devem focar seus esforços em 20% das atividades que realmente importam. Assim, é possível obter algumas das seguintes vantagens:
  • Facilidade de direcionar esforços;
  • Eliminar a improdutividade e desperdícios;
  • Alcançar resultados com poucas ações.
Como exemplo prático, é possível observar o caso de uma transportadora que ao aplicar o princípio de Pareto, visualiza que 20% de suas atividades são responsáveis por 80% de seu faturamento. Logo, fica clara a necessidade de aumentar o foco nas atividades que estão dando maior resultado.

Diagrama de Ishikawa

O Diagrama de Ishikawa, conhecido também como Diagrama de Causa e Efeito, Diagrama Espinha-de-peixe, ou Diagrama 6M, é uma ferramenta utilizada para a melhoria e controle da qualidade nas empresas. Com ele é possível estruturar hierarquicamente as causas de determinado problema, agrupando-os em 6 diferentes causas possíveis: materiais, métodos, máquinas, mão-de-obra, meio ambiente e medidas.
A imagem abaixo traz o exemplo de uma transportadora que possui alta rotatividade de funcionários.




Assim, ao identificar o problema, é possível desmembrar as possíveis causas e tratá-las de maneira única. 
Conforme vimos, cada uma das cinco metodologias possuem suas diferenças, porém, em todos os casos buscam a melhoria contínua como objetivo final. Desta forma, independente da ferramenta utilizada em uma transportadora, é fato que deve haver um total conhecimento de como implementá-la para melhorar a qualidade de um processo.
Vale destacar também que estas ferramentas e outras existentes, também podem ser utilizadas em conjunto para facilitar a solução de problemas e buscar melhorias na gestão.

E você, utiliza alguma dessas ferramentas em sua transportadora? Conte-nos sua experiência!

Série "Como criar uma empresa de Transporte?": Seguro e Responsabilidade Civil

Quem atua no setor de transporte, sabe o quanto o seguro de cargas é fundamental para evitar perdas financeiras e materiais devido aos inúmeros fatores de risco, como extravios de carga, quebras, furtos e desarranjos mecânicos. Mas infelizmente, muitos gestores ainda descartam a necessidade do seguro, considerando-o um custo desnecessário.
Contudo, deixar de contratar o seguro pode ser um grande erro, podendo gerar inúmeros prejuízos. Mas, e você? Já contrata o seguro para as suas cargas? A seguir, mostraremos como funciona o seguro de transporte, bem como as suas responsabilidades civis e onde encontrar seguradoras e corretores especializados:

O que é seguro de transporte de cargas?

O seguro de transporte de cargas é um documento que garante ao segurado a entrega de sua mercadoria e, caso haja algum acidente, o indeniza pelos prejuízos causados aos bens durante o seu transporte em viagens aquaviárias, terrestres e aéreas, em percursos nacionais ou internacionais. A cobertura também pode ser estendida durante a permanência da carga em armazéns.
Caso o seguro não seja contratado, a mercadoria ficará vulnerável a possíveis sinistros. A SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) disponibiliza em seu site uma circular que cita as condições contratuais do plano padronizado para o seguro de transportes, além de estabelecer as regras mínimas para a comercialização deste seguro.

Quem deve contrata-lo

De acordo com o Decreto nº 61.867, de 11 de dezembro de 1967, tanto o dono da carga como o transportador devem contratar o seguro de cargas para uma operação de transporte, sendo que cada parte tem apólices com características próprias. Neste ponto, cabe destacar a diferença entre o seguro de transporte e o seguro de responsabilidade civil do transportador.
O primeiro é contratado pelo dono da mercadoria, e é de contratação obrigatória para pessoas jurídicas, à exceção de órgãos públicos. Dependendo do percurso, uma única apólice pode admitir três formas de transporte (multimodal). Já o segundo deve ser contratado, obrigatoriamente, pela transportadora, cobrindo apenas prejuízos pelos quais ela seja responsável, como capotagem, abalroamento, colisão, incêndio ou explosão do veículo transportador.
E ao contrário do seguro de transporte, o de responsabilidade civil tem coberturas bem restritas, já que seu objetivo é indenizar os prejuízos causados à carga devido a um acidente causado pelo condutor do veículo ou por terceiros, não cobrindo roubo ou furto das mercadorias, riscos fortuitos ou de causa maior – queda de barreira ou raio – e danos provocados por mau acondicionamento dos produtos e por embalagens inadequadas. 

O seguro obrigatório para o transportador

É importante não confundir os seguros de carga com os seguros que as transportadoras devem contratar. O seguro RCTR-C (Responsabilidade Civil Transportador Rodoviário de Carga) é obrigatório a todas as companhias de transporte registradas no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC) da Associação Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e garante o reembolso de indenizações que elas foram obrigadas a pagar por prejuízos causados às cargas transportadas. Já o RCF-DC (Responsabilidade Civil Facultativa do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga) é outro seguro que cobre roubo e/ou furto, mas é facultativo.

Os tipos de coberturas

Em termos gerais, as coberturas básicas oferecidas pelas companhias seguradas são:

- Cobertura Básica Ampla A

Garantia de indenização por prejuízos decorrentes de acidentes com o veículo transportador e também de causas externas, como avarias e extravios, exceto as previstas na cláusula de prejuízos não indenizáveis.

-Cobertura Básica Restrita B e C

Garantia de indenização por prejuízos decorrentes de danos ou perdas causadas por acidentes com o veículo transportador, como capotagem, colisão, tombamento, explosão ou descarrilamento. Esta cobertura também cobre riscos de inundação, desmoronamento ou queda de pedras e terremotos durante a viagem. 

Serviços de seguradoras e corretores especializados

Tendo a necessidade de contratar um seguro para a sua carga, o gestor deve acessar o site da SUSEP e consultar as empresas especializadas em transportes. Basta escolher o seu estado e o tipo de empresa – seguradora – para encontrar aquelas que disponibilizam o serviço. Após a busca, você verá uma lista com as companhias de seguro, contendo endereço, telefone e muitas outras informações sobre cada uma. 

Gostou do nosso artigo? Esperamos que tenha lhe ajudado a entender melhor o seguro do transporte de cargas. Agora fique à vontade para sanar suas dúvidas ou acrescentar algo que ficou faltando!

Quais os desafios do operador logístico ao oferecer soluções integradas?


O setor de logística vem registrando uma redução da taxa de rentabilidade apresentada e alguns fatores contribuem fortemente para que isso continue acontecendo. A falta de qualificação e capacidade técnica é um dos fatores internos, mas o grande vilão é a concorrência disputada por empresas de nível global. A solução será buscar alternativas para desenvolver uma vantagem competitiva que faça a empresa se diferenciar no mercado e buscar o seu posicionamento estratégico. Conheça os principais desafios enfrentados pelos operadores logísticos que buscam oferecer soluções integradas!

Desafios e oportunidades na criação de uma estratégia competitiva que ofereça soluções logísticas integradas!

Os operadores logísticos que buscam oferecer soluções integradas encontraram nessa metodologia uma forma de se posicionarem no mercado com um diferencial competitivo apresentando um pacote completo de soluções logísticas. Através da redução da complexidade que os processos logísticos apresentam nas indústrias, a metodologia é direcionada para atender um nicho de mercado ainda inexplorado e promover a excelência operacional.

Desafios 

Algumas das principais dificuldades que figuram os desafios enfrentados pelos operadores logísticos que buscam oferecer soluções integradas são definidas pela ausência de formação e da especialização da mão de obra. Essa barreira impede o desenvolvimento de soluções que poderiam padronizar os serviços com maior eficiência aplicada, através de uma metodologia que atenda diversas modalidades.
A falta de profissionais despreparados e desqualificados para a função acaba contribuindo para que as soluções integradas não sejam executadas com o seu potencial máximo e diminuem, consideravelmente, o padrão de serviços oferecidos às empresas e clientes.

Oportunidades

Entre as oportunidades que mais se destacam nas soluções logísticas integradas estão à redução do custo logístico total do cliente ao adotar um sistema que trabalhe de forma conjunta para atender diversos modais incluindo movimentações e armazenagens de mercadorias. Dessa forma, a empresa também terá benefícios ao expandir o seu portfólio de serviços logísticos oferecidos, integrando funções até hoje realizadas de forma separada e por empresas complementares.
Outra grande oportunidade identificada é que, com a baixa taxa de contratação de serviços logísticos no mercado, há um espaço enorme para a exploração e, principalmente, da terceirização dos serviços de maior valor agregado como soluções em logística multimodal, gestão da logística reversa e o gerenciamento da cadeia de suprimentos do cliente.

Estratégia competitiva

Michael Porter (professor de administração e economia e autor de vários livros sobre estratégias competitivas) definiu a estratégia competitiva como posições que a empresa toma dentro do seu mercado de atuação. Sendo assim, a empresa poderá escolher uma entre duas formas de vantagens competitivas: liderança de custos ou diferenciação e foco.
Para o nosso setor, que visa oferecer soluções logísticas integradas, uma estratégia competitiva voltada para a diferenciação e foco pode ser a melhor opção. Ela deverá estimular um diferencial competitivo a partir da melhora da eficiência operacional e garantir um melhor posicionamento estratégico da empresa no mercado.

Diferenciação e foco

A estratégia competitiva planejada para estabelecer um foco e a diferenciação a partir dele vai exigir um conhecimento muito amplo, tanto do mercado logístico quanto da sua empresa interna. Na elaboração de uma análise SWOT você pode identificar pontos fortes e fracos que a empresa possui para confrontar com as oportunidades e desafios que o mercado impõe e, então, começar a trabalhar em um diferencial competitivo.
Para ser mais específico, descubra aquilo que a sua empresa faz de melhor e desenvolva isso para ser o seu diferencial no mercado. Geralmente, essas vantagens são apontadas pelos clientes ou podem ser definidas pela ausência dessa qualidade em outras empresas no mercado.
O foco é a estratégia complementar da diferenciação. A segmentação do público-alvo, além do convencional, será o ponto-chave para que a diferenciação funcione ainda melhor. Imagine que você atenda somente empresas de distribuição por atacado. O mercado é grande e muito competitivo, não é mesmo? Agora, imagine que você tenha algumas vantagens: frota de veículos bem conservada, motoristas e ajudantes qualificados e preparados até mesmo para transportarem mercadorias muito frágeis.
Então, você identifica que muitas transportadoras não aceitam transportar vidros pelo alto risco de prejuízos, mas a sua empresa de logística tem um alto potencial para atender esse mercado. Agora, você terá o foco com uma segmentação maior do mercado e poderá desenvolver a sua vantagem competitiva para se diferenciar do mercado e se especializar no transporte de vidros, por exemplo.
Esses são apenas alguns exemplos que ajudarão você a descobrir a sua vantagem competitiva em particular, e superar os desafios enfrentados pela maioria dos operadores logísticos que buscam oferecer soluções integradas!

E você, o que achou dos desafios e oportunidades no setor de logística integrada? Deixe o seu comentário e compartilhe a sua opinião e experiência conosco!

Como a TI ajuda a gerir a contratação de transportador e o pagamento de fretes?


Como proprietário de um negócio, você não concordaria em fazer uma compra que poderia ter impacto na sua rentabilidade sem primeiro compreender o custo associado a essa compra, certo? Da mesma forma, é importante conhecer e compreender o verdadeiro custo do frete de transporte de produtos e mercadorias. Ter conhecimento dos procedimentos de transporte e das taxas pode ajudar a evitar gastos desnecessários.

O desafio do gerenciamento de frete envolve todo o ciclo de contratação de transportes, desde as cotações e negociações das tabelas, passando pelos ciclos de coletas e entregas até as liberações financeiras e os pagamentos pelos serviços. A gestão de frete compreende os seguintes processos:

  • A gestão de frete compreende os seguintes processos:
  • Monitoramento da execução dos serviços;
  • Monitoramento da qualidade dos serviços;
  • Auditoria e conferência de frete;
  • Automação da Integração entre embarcador e transportador;
  • Avaliação e comparação de fornecedores.

Sistemas de gestão de frete

Não importa o tamanho da operação, a tecnologia é, cada vez mais uma excelente aliada na gestão de fretes. Além de facilitar a integração com outras áreas da empresa, os softwares de gestão de frete automatizam os controles, evitando a perda ou extravio de dados e documentos.

Com um bom sistema, inclusive na nuvem e podendo ser acessado via web em qualquer dispositivo, é possível gerar relatórios em tempo real para tomar decisões e melhorar a comunicação com as próprias transportadoras e também com os prestadores de serviços (despachantes, contadores, advogados etc.).

Principais funcionalidades do sistema de gestão de frete

Um bom sistema de gestão de frete compreende as seguintes funcionalidades:
  • Registro das cotações de valores para todos os embarques - feito pelo embarcador ou pela transportadora a partir dos dados dos embarques;
  • Registro e manutenção das tabelas de fretes das transportadoras - com isso, é possível fazer simulações de valores;
  • Agendamento de coletas e entregas de carga;
  • EDI das informações - envolvendo processos de envio de Notas Embarcadas (NOTFIS), recebimento de conhecimentos emitidos, recebimento de faturas de Fretes, recebimento de ocorrências etc;
  • Contratação automatizada de transportadoras que atendem a região para onde a mercadoria deve viajar ou de onde ela deve vir - de acordo com o melhor prazo e/ou preço;
  • Gerenciamento de prazos de entrega e avaliação das transportadoras conforme seu desempenho - ranking automático e atualizado com as transportadoras que melhor atendem aos requisitos;
  • Dashboard com indicadores e gráficos da área de logística - visualização e tratamento rápido de pendências; melhorias na tomada de decisão;
  • Auditorias automatizadas de valores de fretes.

Benefícios que o sistema de gestão de frete oferece às empresas

A seguir, veja alguns dos principais benefícios que um bom sistema de gestão de frete pode trazer para sua empresa:
  • Redução de custos - com todo o processo automatizado e otimizado, é possível tomar decisões melhores na hora da negociação e da contratação de fretes;
  • Melhorias na produtividade - tudo que era feito em planilhas de papel ou Excel e consolidada manualmente, passa a ser automático, um lançamento alimenta todos os diretórios necessários;
  • Melhorias na competitividade - com um processo de fretes mais sob controle a empresa ganha tempo e se destaca perante a concorrência;
  • Melhorias na comunicação - um bom sistema oferece integração com outros departamentos da empresa e até com os fornecedores de serviços de transporte;

Sua empresa já conta com um bom sistema de gestão de fretes? Deixe seu comentário!

O que é Conhecimento de Transporte Eletrônico - CTe?


Podemos conceituar o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTe) como sendo um documento de existência apenas digital, emitido e armazenado eletronicamente, com o intuito de documentar, para fins fiscais, uma prestação de serviço de transporte de cargas realizada por qualquer modal (Rodoviário, Aéreo, Ferroviário, Aquaviário e Dutoviário). Sua validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente (garantia de autoria e de integridade) e pela recepção e autorização de uso, pelo Fisco. 

O CTe substitui os seguintes documentos:
  • Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8; 
  • Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9; 
  • Conhecimento Aéreo, modelo 10; 
  • Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 11; 
  • Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 27; 
  • Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7, quando utilizada em transporte de cargas.



Vantagens do CTe:

• Economia – Não será mais preciso adquirir blocos e formulários de Conhecimentos de Transporte em papel, nem manter uma estrutura para armazenamento dos papéis por cinco anos. Tudo será eletrônico.
• Praticidade – Acaba a necessidade de impressão de várias vias em papel, bastando uma única impressão em papel A4 comum, na sua própria impressora, do Documento Auxiliar que acompanhará suas mercadorias.
• Agilidade – Cada CTe emitido é autorizado de forma eletrônica, em fração de segundos. Acaba a necessidade do transportador solicitar AIDF (Autorização para Impressão de Documentos Fiscais) para obter seus talonários.
• Modernidade – Todas as transações da sua Transportadora passarão a ser eletrônicas, reduzindo a possibilidade de erros e retrabalhos. A escrituração fiscal também ficará facilitada, pois todas as informações serão eletrônicas.

Se você ficou com alguma dúvida, quer acrescentar alguma coisa ou simplesmente gostou das dicas, deixe seu comentário! Sua reposta pode ser tema de nosso próximo post!

Confira agora os 7 erros mais comuns na hora de emitir CT-e!