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E-book: Como Montar uma Transportadora de Cargas?



São muitas as pessoas que têm interesse atualmente em empreender no setor de transportes de cargas. Para se dar bem nesse empreendimento é fundamental se informar e planejar a criação com o apoio de informações que auxiliem o empreendedor a fazer as tomar as melhores decisões. 



Apesar de ser uma das dez maiores economias do mundo, o Brasil ainda fica em 120º no ranking dos países com mais facilidade para abrir um negócio. E se abrir um negócio não é nada fácil, abrir uma empresa de transporte é menos ainda. Pensando nisso, estamos oferecendo esse infográfico de alta qualidade para você que quer abrir um negócio e está meio perdido ou que abriu há pouco tempo e precisa de mais informações.


Confira um pouco do que você receberá gratuitamente:

  • Seguro e Responsabilidade Civil para transportadoras;
  • Gestão de operação;
  • Tecnologia da Informação voltado para transportadoras;
  • Regulamentações do setor de transportes

Não espere muito e adquira logo o nosso e-book, centenas de pessoas interessadas em abrir um negócio de sucesso já baixaram!

Download do e-book: Como Montar Uma Transportadora de Cargas [clique aqui]




Série "Como criar uma empresa de Transporte de Cargas?": Tecnologia

Quem pretende montar uma empresa nos dias atuais, sabe que a tecnologia é um dos itens obrigatórios para ser adicionado na lista de recursos necessários.
Quando se pretende atuar no ramo logístico, montando uma transportadora, o uso da tecnologia também não deve ser deixado de lado, já que as inovações tecnológicas proporcionam facilidades e diferenciais competitivos. Logo, conhecer todos os recursos necessários para compor a infraestrutura tecnológica da empresa, facilitará no planejamento de orçamentos para a aquisição destes itens. 
Deste modo, separamos a seguir a lista dos principais recursos tecnológicos a serem adquiridos quando se pretende montar uma transportadora. Acompanhe!

Itens fundamentais para a tecnologia da empresa

1. Infraestrutura

O primeiro passo para a aquisição da infraestrutura tecnológica básica da empresa, está em observar a quantidade de cada recurso que será necessário na montagem da empresa. Por exemplo, conhecer a quantidade de funcionários que irão atuar com computadores, dará a noção da quantidade de equipamentos a ser adquirido.
Outros recursos como a montagem da rede da empresa, quantidade e porte de servidores, links de acesso à internet, impressoras, balanças, entre outros recursos físicos, também devem ser listados para posteriormente ser realizada a cotação de cada item.

2. Comunicação

A comunicação da empresa com clientes e parceiros também é um fator tecnológico muito importante quando se pretende montar uma transportadora.
Nesta fase é preciso avaliar os custos para a montagem da infraestrutura telefônica, bem como centrais de ramais. Além disso, vale a pena avaliar a possibilidade de implementar a tecnologia de VOIP, obtendo assim a vantagem de não precisar de infraestrutura telefônica com uma solução simples e econômica.
Os recursos de e-mail também devem ser adicionados na lista, já que este se trata de um dos meios mais comuns para a comunicação dentro e fora da transportadora.

3. Presença na web

Além dos recursos físicos citados anteriormente, é essencial que a empresa tenha um canal de comunicação externo onde novos clientes possam conhecer a empresa e posteriormente entrar em contato.
Desta forma, se tratando de recursos tecnológicos, é muito importante que a empresa tenha um website para obter sua presença na web. Além disso, recomenda-se o uso do marketing digital para a conquista de clientes. Nesta fase, algumas estratégias como: publicidades pagas (Google Adwords), presença em redes sociais e engajamento com o público-alvo por meio do marketing de conteúdo, podem trazer excelentes resultados.

4. Investimento em Softwares

O uso de softwares dentro do mercado logístico se tornou um recurso essencial para a gestão das atividades que compõe o transporte de cargas e até mesmo a gestão da empresa. Para quem deseja atuar com uma transportadora, é preciso avaliar que os softwares se dividem em duas modalidades. São elas:

Softwares Operacionais do Transporte:

Os softwares Operacionais do Transporte tem o objetivo de otimizar as atividades diárias que envolvem o gerenciamento de processos do transporte de cargas como por exemplo, a gestão de frotas, o controle de armazéns, emissão de documentos fiscais, entre outros. Abaixo listamos os principais Softwares utilizados:
  • Sistemas de Gestão de Transportes (TMS);
  • Sistemas de Gestão de Armazéns (WMS);
  • Sistema de Monitoramento de Entregas;
  • Sistemas de Roteirização;
  • Sistemas de Gestão de Frotas;
  • Sistema de Emissores de NFe e MDF-e e CTe;
  • Sistema para Emissão de Recibo de Pagamento a Autônomo (RPA);
  • Sistema para Pagamento Eletrônico de Frete;

Softwares Administrativos:

Além dos softwares para a gestão do transporte, o empresário deve avaliar a necessidade em contar com softwares que irão auxiliá-lo na sua gestão administrativa. Abaixo são listados alguns exemplos:
  • Softwares para controle de folha de pagamento;
  • Softwares para Controle de despesas (fluxo de caixa e demonstrativo de resultados);
  • Softwares contábeis caso a empresa faça sua própria contabilidade;
  • Pacote de softwares para criação e gestão de relatórios e apresentações (Exemplo: Microsoft Office);
  • Sistemas Integrados (ERP);
Vale ressaltar que tanto para a modalidade de softwares da gestão do transporte quanto para os softwares administrativos, é possível contar com a tecnologia de aplicativos que funcionam em nuvens (Cloud Computing). Neste caso, o uso desta tecnologia traz a vantagem ao empresário em não precisar contar com uma infraestrutura física para estes aplicativos.  

5. Rastreamento Veicular

Quando se fala em tecnologia para abertura de transportadoras, é preciso se lembrar também da necessidade de contar com sistemas para rastreamento da frota de veículos. Deste modo, além de ser um ótimo recurso contra roubos de cargas, é possível citar algumas vantagens como:
  • Localização do veículo;
  • Velocidade média percorrida;
  • Rota utilizada que está sendo utilizada;
  • Direcionamento de veículo que está mais próximos ao cliente;
  • Controle de quilometragem;
  • Saber quais clientes estão sendo atendidos;
  • Identificar se o veículo está trafegando em horário e local permitido, entre outros; 
Conforme as dicas citadas, foi possível conhecer alguns dos principais recursos tecnológicos recomendados para quem deseja montar uma empresa de transporte de cargas.
Com isso, o empresário deve avaliar cada item mencionado, além de outros recursos existentes no mercado, para verificar a necessidade de aquisição e implementação em sua empresa.
Vale ressaltar que dentro do setor de logística, a tecnologia já deixou de ser vista como um investimento de luxo, e hoje é considerada uma das melhores maneiras de otimizar processos e diferenciar a empresa das concorrentes do mercado.

Gostou da dica de hoje? Então continue acompanhando a série: Como montar uma empresa de Transporte de Cargas!

Série "Como criar uma empresa de Transporte de Cargas?": Gestão Operacional

Para quem deseja atuar no ramo de transporte de cargas, é essencial compreender como é realizada a gestão operacional do transporte para que os diversos processos envolvidos sejam realizados de maneira eficiente.
Deste modo, o transportador precisa conhecer e saber realizar todas as etapas que integram a gestão operacional, que vão desde a gestão dos fluxos da operação até o controle dos custos operacionais. Acompanhe a seguir as etapas que devem ser seguidas.


Fluxo Operacional

Toda empresa possui processos, e dentro do setor logístico também não é diferente, já que as transportadoras possuem um conjunto de processos que devem ser executados no transporte de mercadorias. Dentre os principais pode-se destacar:
  • Vendas e Negociação: Etapa inicial, onde a transportadora negocia com seus clientes o valor do frete para o transporte e firmação de contrato de prestação de serviço, além dos parâmetros de qualidade como índices de avarias, prazos de entregas, entre outros.
  • Cotação de Frete: Esta etapa ocorre quando a operação de transporte é do tipo spot. Para esta fase a transportadora deve manter registros de frete para operações deste tipo, além de controlar os orçamentos e realizar cálculos automáticos, a fim de agilizar o processo de cotação.
  • Coleta: Na fase de coleta da mercadoria, é essencial que a transportadora faça a gestão de todo o trajeto a ser percorrido, acompanhando o status das coletas, além de monitorar os custos operacionais, emitir os documentos fiscais (NF-e ou MDF-e) e realizar a averbação da carga coletada.
  • Transferência: A transferência é realizada após a coleta da mercadoria, sendo uma fase onde é importante acompanhar seu status, monitorar custos operacionais, custos com contratação de mão de obra adicional (quando houver) e emissão dos documentos fiscais exigidos.
  • Agendamento de entrega: Etapa onde deve ser realizado contato com o destinatário para marcar data e horário da entrega, além do monitoramento de reagendamentos ou cancelamentos.
  • Entrega: Nesta fase, o transportador realiza diversas entregas em caso de transporte fracionado, ou casos de carga fechada/lotação em que o veículo que realiza a coleta e segue diretamente para a entrega da carga. Nesta etapa deve haver controle das entregas efetuadas e canceladas, monitoramento de ocorrências, entre outros.
  • Redespacho e/ou Redespacho Intermediário: Ocorre quando as atividades de entrega e/ou transferência são terceirizadas para outro transportador, sendo comum em operações destinadas ao interior dos estados ou operações com trechos aéreos, aquaviários ou ferroviários. Nesta fase deve haver o acompanhamento dos status dos redespachos, monitoramento de custos a serem rateados, entre outros.
  • Faturamento: O faturamento representa a etapa final do fluxo operacional, sendo levantadas as entregas efetuadas em um determinado período e realizadoa a cobrança e recebimento do serviço prestado. Nesta fase deve haver o controle dos recebimentos, entregas faturadas e não faturadas, controle da inadimplência, entre outros.

Indicadores de acompanhamento

Tão importante quanto acompanhar todo o fluxo operacional da transportara, é acompanhar os indicadores das operações, que visam auxiliar nas tomadas de decisões, acompanhamento das ocorrências e melhoria dos serviços prestados. Para realizar o monitoramento das atividades de uma empresa de transporte de cargas, é comum o uso dos seguintes relatórios:

Relatório de Performance

Possibilita ao transportador avaliar e mensurar os resultados gerais da empresa. Neste caso, o uso de sistemas facilitadores como, por exemplo, o TMS (Transportation Management System), irá possibilitar o acompanhamento das áreas operacionais, comerciais e financeiras, calculando também as despesas com a manutenção de frota, mão-de-obra e mensuração dos índices de estregas.
Os Indicadores de Performance (KPIs- Key Performance Indicators), também são essenciais para uma melhor análise. Na área de transportes de cargas, o indicador OTIF (On Time In Full) possibilita o monitoramento da qualidade das entregas, para promover melhorias constantes.

Relatório de Análise de Rentabilidade

Este relatório demonstra a lucratividade da empresa, sendo possível se programar para investimentos ou cortes de gastos.
Além de possibilitar às transportadoras adotarem uma rigorosa análise de suas rentabilidades, este acompanhamento demonstra se cada frete realizado está contribuindo efetivamente para o pagamento das despesas fixas, possibilitando também a sobra de um percentual adequado de lucro.

Monitoramento de Ocorrência

O monitoramento de ocorrências possibilita a transportadora acompanhar de forma rápida e eficaz quaisquer eventos que venham ocorrer durante o transporte da carga. Para auxiliar no monitoramento, a empresa poderá contar com o uso da tecnologia como aplicativos para celular e o uso de GPS.

Monitoramento de Markup da Operação

O monitoramento de MarkUp possibilita analisar se o preço do frete está sendo calculado de maneira correta baseando-se nos custos da empresa. O cálculo consiste em somar todas as despesas do serviço junto com uma margem de lucro para obter-se o preço final.
Conforme demonstrado, foi possível conhecer os principais processos operacionais e os relatórios de desempenho mais utilizados para o acompanhamento e monitoramento do transporte de cargas.
Deste modo, quem deseja montar uma transportadora, deve conhecer todo o fluxo operacional bem como saber monitorar todas as operações além de acompanhar o desempenho da empresa com o uso das ferramentas adequadas.


Gostou da dica? Confira outros artigos da série: Como criar uma empresa de Transporte de Cargas!

Série "Como criar uma empresa de Transporte?": Seguro e Responsabilidade Civil

Quem atua no setor de transporte, sabe o quanto o seguro de cargas é fundamental para evitar perdas financeiras e materiais devido aos inúmeros fatores de risco, como extravios de carga, quebras, furtos e desarranjos mecânicos. Mas infelizmente, muitos gestores ainda descartam a necessidade do seguro, considerando-o um custo desnecessário.
Contudo, deixar de contratar o seguro pode ser um grande erro, podendo gerar inúmeros prejuízos. Mas, e você? Já contrata o seguro para as suas cargas? A seguir, mostraremos como funciona o seguro de transporte, bem como as suas responsabilidades civis e onde encontrar seguradoras e corretores especializados:

O que é seguro de transporte de cargas?

O seguro de transporte de cargas é um documento que garante ao segurado a entrega de sua mercadoria e, caso haja algum acidente, o indeniza pelos prejuízos causados aos bens durante o seu transporte em viagens aquaviárias, terrestres e aéreas, em percursos nacionais ou internacionais. A cobertura também pode ser estendida durante a permanência da carga em armazéns.
Caso o seguro não seja contratado, a mercadoria ficará vulnerável a possíveis sinistros. A SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) disponibiliza em seu site uma circular que cita as condições contratuais do plano padronizado para o seguro de transportes, além de estabelecer as regras mínimas para a comercialização deste seguro.

Quem deve contrata-lo

De acordo com o Decreto nº 61.867, de 11 de dezembro de 1967, tanto o dono da carga como o transportador devem contratar o seguro de cargas para uma operação de transporte, sendo que cada parte tem apólices com características próprias. Neste ponto, cabe destacar a diferença entre o seguro de transporte e o seguro de responsabilidade civil do transportador.
O primeiro é contratado pelo dono da mercadoria, e é de contratação obrigatória para pessoas jurídicas, à exceção de órgãos públicos. Dependendo do percurso, uma única apólice pode admitir três formas de transporte (multimodal). Já o segundo deve ser contratado, obrigatoriamente, pela transportadora, cobrindo apenas prejuízos pelos quais ela seja responsável, como capotagem, abalroamento, colisão, incêndio ou explosão do veículo transportador.
E ao contrário do seguro de transporte, o de responsabilidade civil tem coberturas bem restritas, já que seu objetivo é indenizar os prejuízos causados à carga devido a um acidente causado pelo condutor do veículo ou por terceiros, não cobrindo roubo ou furto das mercadorias, riscos fortuitos ou de causa maior – queda de barreira ou raio – e danos provocados por mau acondicionamento dos produtos e por embalagens inadequadas. 

O seguro obrigatório para o transportador

É importante não confundir os seguros de carga com os seguros que as transportadoras devem contratar. O seguro RCTR-C (Responsabilidade Civil Transportador Rodoviário de Carga) é obrigatório a todas as companhias de transporte registradas no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC) da Associação Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e garante o reembolso de indenizações que elas foram obrigadas a pagar por prejuízos causados às cargas transportadas. Já o RCF-DC (Responsabilidade Civil Facultativa do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga) é outro seguro que cobre roubo e/ou furto, mas é facultativo.

Os tipos de coberturas

Em termos gerais, as coberturas básicas oferecidas pelas companhias seguradas são:

- Cobertura Básica Ampla A

Garantia de indenização por prejuízos decorrentes de acidentes com o veículo transportador e também de causas externas, como avarias e extravios, exceto as previstas na cláusula de prejuízos não indenizáveis.

-Cobertura Básica Restrita B e C

Garantia de indenização por prejuízos decorrentes de danos ou perdas causadas por acidentes com o veículo transportador, como capotagem, colisão, tombamento, explosão ou descarrilamento. Esta cobertura também cobre riscos de inundação, desmoronamento ou queda de pedras e terremotos durante a viagem. 

Serviços de seguradoras e corretores especializados

Tendo a necessidade de contratar um seguro para a sua carga, o gestor deve acessar o site da SUSEP e consultar as empresas especializadas em transportes. Basta escolher o seu estado e o tipo de empresa – seguradora – para encontrar aquelas que disponibilizam o serviço. Após a busca, você verá uma lista com as companhias de seguro, contendo endereço, telefone e muitas outras informações sobre cada uma. 

Gostou do nosso artigo? Esperamos que tenha lhe ajudado a entender melhor o seguro do transporte de cargas. Agora fique à vontade para sanar suas dúvidas ou acrescentar algo que ficou faltando!

Série "Como criar uma empresa de Transporte de Cargas?": Regulamentações


Para uma transportadora exercer suas atividades logísticas no Brasil, ela precisa estar regulamentada nas instâncias nacional, estadual e municipal. Caso contrário, não conseguirá crescer, fazer parcerias e associar-se à sindicatos, além de não poder ter acesso ao crédito e viver sob o risco de ser confiscada pela Receita Federal. A seguir, veja o que é necessário para abrir uma transportadora:

Cadastro na Junta Comercial

O registro legal de uma transportadora deve ser tirado na Junta Comercial do estado. Após fazer isso, ela estará oficialmente legalizada, mas não pronta para começar suas atividades. Mas para obter o registro, o empresário deve apresentar uma série de documentos e formulários. Veja-os a seguir:

1. Contrato Social

No início da empresa, o Contrato Social é a peça mais importante. Nele, devem estar definidos os seguintes itens:
  • Objetivo da empresa;
  • Ramo de atuação;
  • Interesse das partes;
  • Descrição do aspecto societário e a formação do Capital Social.
Para ser válido, ele deve ter a assinatura de um advogado. No caso das micro e pequenas empresas, elas estão dispensadas desse visto. É importante que o empresário verifique também se há alguma outra transportadora registrada com o nome pretendido.

2. Documentos pessoais de cada sócio (no caso de uma sociedade)


Arquivamento do ato constitutivo

Com tudo isso em mãos, o empresário poderá prosseguir com o arquivamento do ato constitutivo (Contrato Social ou Requerimento de Empresário) da transportadora, quando serão necessários os seguintes documentos:
  • Cópia autenticada do RG e CPF do titular ou dos sócios;
  • Contrato Social ou Requerimento de Empresário Individual ou Estatuto, em três vias;
  • Requerimento Padrão (Capa da Junta Comercial), em uma via;
  • FCN (Ficha de Cadastro Nacional) modelo 1 e 2, em uma via;
  • Pagamento de taxas através de DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais)
No final, a empresa estará registrada e receberá o NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresa), que é uma etiqueta ou um carimbo contendo um número que é fixado no ato constitutivo pela Junta Comercial. Os preços e prazos para abertura variam de acordo com o estado. Eles podem ser consultados no site da Junta Comercial do estado em que a companhia de transportes estiver localizada.

Alvará de Funcionamento

Após obter o CNPJ através do site da Receita Federal e escolher a atividade que a empresa irá exercer, o responsável deve ir à prefeitura, administração regional ou Secretaria Municipal da Fazenda e ao Corpo de Bombeiros para solicitar uma consulta do estabelecimento e receber o alvará de funcionamento. O alvará é uma licença, que permite o funcionamento da transportadora. Normalmente, a seguinte documentação é necessária:
  • Cópia do CNPJ;
  • Cópia do Contrato Social;
  • Formulário próprio da prefeitura;
  • Consulta prévia de endereço aprovada;
  • Laudo dos órgãos de vistoria, quando necessário.

Registro na Previdência Social

Logo após obter o alvará de funcionamento, a transportadora já estará apta a entrar em operação. Contudo, ainda existem duas etapas essenciais para o seu funcionamento. A primeira é o registro na Previdência Social, mesmo que no início a empresa tenha um único funcionário ou apenas os sócios trabalhando.
Ela precisa estar cadastrada na Previdência Social e pagar os respectivos tributos, e arcar com as obrigações trabalhistas sobre os colaboradores. Para se registrar, o responsável deve ir à Agência da Previdência de sua jurisdição e solicitar o cadastramento da transportadora e seus responsáveis legais. O prazo para o registro é de até 30 dias após o início das atividades.

Inscrição Estadual

O cadastro no sistema tributário estadual deve ser feito junto à Secretaria Estadual da Fazenda. Normalmente, ele não pode ser realizado através da internet. Mas a maioria dos estados possui um convênio com a Receita Federal, o que permite obter a Inscrição Estadual junto com o CNPJ através de um único cadastro.
A Inscrição Estadual é obrigatória para as empresas prestadoras de serviços de transporte intermunicipal e interestadual, sendo necessária para a obtenção da inscrição no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Devemos lembrar que, em determinados estados, a inscrição estadual deve ser feita antes do alvará de funcionamento. Para realizar o cadastro, a seguinte documentação é necessária:
  • RG e CPF dos sócios;
  • Comprovante de endereços dos sócios, cópia autenticada ou original;
  • DUC (Documento Único de Cadastro), em três vias;
  • DCC (Documento Complementar de Cadastro), em 1 via;
  • Cópia do ato constitutivo;
  • Cópia do CNPJ;
  • Cópia do alvará de funcionamento;
  • Certidão simplificada da Junta (para empresas constituídas há mais de três meses);
  • Cópia autenticada do documento que prove direito de uso do imóvel, como o contrato de locação do imóvel ou a sua escritura pública;
  • Número do cadastro fiscal do contador;
  • Comprovante de contribuinte do ISS;

Documentos fiscais

Para que a transportadora entre em ação, resta apenas obter os documentos fiscais. O empresário precisa solicitar a autorização para a impressão das notas fiscais e a autenticação de livros fiscais na prefeitura da cidade onde a transportadora atuará. Depois que todo o aparato estiver pronto e registrado, a companhia poderá começar a operar legalmente.

Aquisição do Certificado Digital

Para que o CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico) e o MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos) tenham validade jurídica, eles precisam de uma assinatura digital, que é utilizada para confirmar sua autenticidade e provar que foi a transportadora que os emitiu. Esses dois documentos devem ser certificados por uma entidade credenciada pela ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira), contendo o CNPJ do emitente ou de sua matriz.

Credenciamento na Secretaria da Fazenda

Para ter acesso ao sistema tecnológico para a emissão do CT-e ou MDF-e, a transportadora precisa obter seu registro junto à Secretaria de Fazenda de seu Estado. O credenciamento tem duas modalidades distintas: “em homologação” e “em produção”. O primeiro deve ser escolhido pelo empresário apenas para fins de testes, pois as notas não são enviadas oficialmente até que ele receba um treinamento adequado e esteja preparado para emitir os documentos. Após isso acontece, ele pode alterar a opção de credenciamento para “em produção”.

Obtenção do RNTRC na ANTT

Para obter o RNTRC (Registro Nacional dos Transportadoras Rodoviários de Cargas), o responsável precisa comparecer a um dos postos da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e realizar o seu cadastro. Para isso, ele deve apresentar os seguintes documentos:
  • CNPJ ativo;
  • Contrato Social da Matriz
  • Contribuição Sindical;
  • CPF e identidade do Representante Legal (formalmente constituído);
  • CPF e Identidade do Responsável Técnico;
  • Experiência Responsável Técnico;
  • CPF dos Sócios;
  • CPF do Diretor;
  • Dados da frota.

Recebendo auxílio

O acesso a estruturas de apoio técnico é um fator importante para que a transportadora cresça no mercado. Hoje, existe uma série de associações e sindicatos que oferecem consultoria jurídica e contabilística e informações e orientações sobre como gerir o negócio da maneira correta. A Setcesp (Sindicato das empresas de transporte de São Paulo), por exemplo, promove seminários de gerenciamento de riscos e workshops de tecnologia visando ajudar as empresas. Para associar-se, o gestor deve entrar em contato com a entidade e obter mais informações.

Pronto para abrir a sua transportadora? Caso ainda tenha mais alguma dúvida sobre as regulamentações, deixe-a nos comentários! Confira também outros posts de nossa série "Como abrir uma empresa de transportes de cargas?"

Série: Como criar uma empresa de Transporte de Cargas - Estratégias


Assim como em qualquer outra área de atuação, quem pretende ingressar no mercado logístico deve estar preparado para as principais exigências, custos e operações necessárias neste setor.
Desta forma, quando se deseja montar uma empresa de transportes de cargas, é preciso definir estratégias que vão desde conhecer o mercado de atuação e até mesmo saber os custos de investimentos necessários. Pensando neste assunto, separamos a seguir alguns fatores essenciais referentes às definições estratégicas, para serem avaliados na criação de uma transportadora. Acompanhe!

Definições Estratégicas para abrir uma empresa de Transporte de Cargas

Foco de mercado

O primeiro passo para quem deseja montar uma transportadora, é avaliar o seu foco de mercado. Em outras palavras, é preciso saber como será o tipo de serviço a ser disponibilizado ao público-alvo. Neste caso, alguns exemplo são:
  • Foco no mercado Nacional;
  • Foco no mercado Internacional;
  • Transporte de produtos perecíveis;
  • Encomendas expressas, entre outros.
  • Mudanças residências;

Área de atuação

Outro fator essencial para se montar uma empresa de transporte de cargas, está em definir a área de atuação, ou seja, a área geográfica onde a transportadora irá atuar.
Para esta escolha, é preciso avaliar não só as oportunidades de cada região, mas também as condições de investimentos em frotas, armazéns e demais fatores necessários para abranger uma determinada área.

Perfil de operação

A escolha do perfil de atuação também é um fator muito importante para quem deseja montar uma transportadora, já que por meio desta definição é possível dar continuidade com os demais fatores necessários.
Nesta fase é preciso definir se a transportadora irá realizar transporte rodoviário carga fechada, transporte rodoviário carga fracionada, transporte de containers, cargas expressas, carga líquida, carga química, grãos, entre outros. Desta forma esta decisão auxiliará na escolha de frotas e demais fatores estratégicos.

Perfil da carga

Uma vez conhecendo o foco de mercado e o perfil das operações de transporte, é necessário avaliar o tipo de carga a ser transportada, já que por meio desta avaliação será possível conhecer o tipo de frota adequada para as operações, os tipos de seguros mais comuns a serem contratados e até mesmo o perfil da equipe a ser criada para gerenciar os processos do transporte.
Para esta fase, é necessário listar os tipos de cargas que a empresa estará apta a transportar como, por exemplo: eletro eletrônico, insumos para indústria, agronegócio, alvenaria, produtos químicos, cargas de alto valor, entre outros.

Pacote de Serviços

Outro fator importante a ser decidido, é o pacote de serviços que serão disponibilizados aos clientes. Com isso, além do transporte de cargas, o empresário poderá disponibilizar outros serviços como:
  • Armazenagem
  • Paletização
  • Crossdocking
  • Descarga de mercadorias
  • Operação in house (na sede do cliente),
  • Armazenagem estática (com níveis de temperatura, conforme a necessidade do cliente);

Frota própria ou transportadores autônomos

Após definir o foco de mercado e conhecer o perfil dos produtos a serem transportados, o empresário deve definir se irá adquirir uma frota própria ou se irá terceirizar o serviços por meio de transportadores autônomos.
Nesta fase é preciso avaliar o custo-benefício de cada opção, já que ambas possuem suas vantagens e desvantagens. Se por um lado é possível manter a padronização e controle de equipe por meio de uma frota própria, por outro lado existe o quesito financeiro, já que obter uma frota própria tende a gerar custos para a aquisição e manutenção.
De qualquer forma, quem pretende atuar com a mão de obra autônoma, é preciso avaliar que existirão algumas vantagem como diminuir custos com a estrutura organizacional e ativos fixos, porém também haverá desvantagens como perda de autonomia e baixo controle sobre os transportadores contratados.

Investimento/infra-estrutura necessária

Ao conhecer as premissas necessárias para montar uma transportadora, o empresário deverá listar todos os investimentos essenciais para a formalização da empresa. Nesta fase, alguns itens serão indispensáveis como, por exemplo:
  • Investimento em frota (caso decida por ter uma frota própria);
  • Área para armazenar mercadorias e consolidar cargas, podendo ser locadas ou compradas pela empresa;
  • Contratações de profissionais para os diversos setores da empresa (motoristas, gestores, vendedores, assistentes administrativos, entre outros);
  • Infraestrutura (mobília, computadores, balanças e demais itens);
  • Sistemas de gerenciamento da transportadora (Acompanhamento em tempo real, TMS, WMS, Sistema de Roteirização, entre outros).

Através das dicas de hoje foi possível conhecer os principais quesitos a serem analisados por quem pretende montar uma empresa de transporte de cargas.
Deste modo, assim como em qualquer outro segmento, é preciso conhecer inicialmente a área de atuação, o público da empresa e os tipos de serviços a serem prestados. Após definir estes fatores, é essencial realizar o levantamento dos custos necessários para a abertura e manutenção da empresa, para que o empresário conheça as suas condições de investimento.

Gostou da dica? Continue acompanhando a série: "Como criar uma empresa de Transporte de Cargas?"
Confira também nosso post explicando a importância da pesquisar e planejar bem antes de abrir uma empresa de transportes!