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Conheça as principais necessidades dos embarcadores







Quais são as principais demandas dos embarcadores quando contratam uma empresa de transportes de cargas? O que eles esperam desse tipo de serviço? O que faz com que esses embarcadores fidelizem-se à uma empresa?

Essas são algumas perguntas recorrentes entre os prestadores de serviço de transporte de cargas que desejam atender da melhor forma as demandas de seus clientes. Mas, afinal, o que os embarcadores querem quando contratam transportadores?

Segundo uma pesquisa recente realizada e publicada no final do ano passado por empresas do ramo de logística, existem alguns pontos essenciais para a satisfação dos embarcadores em relação ao serviço prestado pelos seus operadores logísticos. Diferentemente do que a maioria dos profissionais do ramo podem pensar, o preço não é o ponto principal na hora de contratar uma empresa de transporte de cargas.

Dentre os entrevistados, a maioria citou os prazos de entrega como condição crucial para manterem um vínculo mais extensivo com seus prestadores de serviço logístico. Uma das maiores queixas dos embarcadores está no atraso da entrega dos produtos, o que acaba gerando um ônus maior e transtornos com seus clientes finais.

Embora a celeridade no transporte também esteja entre um dos pontos mais valorizados entre os embarcadores, se faz necessário lembrar que no Brasil, 61% do transporte de cargas é realizado via modal rodoviário, segundo dados da última Pesquisa  CNT de Rodovias publicada no final do ano passado. A CNT avaliou mais de 100 mil quilômetros de vias pavimentadas, e dentre elas 57,3% das estradas avaliadas apresentaram algum problema de infraestrutura (pavimentação, sinalização, geometria da via) sendo destas 6,3% classificadas como péssimas, 16,1% ruins e 34,9 regulares. Isso significa que as estradas brasileiras ainda são muito precárias e deficitárias.

Outra dificuldade apontada pelos embarcadores é a falta de informações precisas sobre a rota das cargas e posicionamento das entregas. Esta foi apontada como uma necessidade imprescindível para a satisfação com o serviço das transportadoras, o que impacta diretamente na percepção sobre a qualidade das atividades desempenhadas pela empresa de logística contratada.

Apesar do estado das vias rodoviárias no Brasil deixarem muito a desejar, existem modos de driblar esses inconvenientes através do uso da tecnologia da informação. Atualmente a aplicação de softwares de roteirização permitem que o usuário tenha uma noção detalhada do trajeto a ser desenvolvido pela sua carga, bem como calculam os melhores caminhos para que as encomendas cheguem sem prejuízos de tempo e avarias. Através dessa tecnologia inovadora, o problema de falta de informações acerca do posicionamento das cargas também se extingue, deixando o embarcador mais seguro e tranquilo com o destino de suas encomendas.

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Por: Taísa Silveira

Entenda o que é passivo fiscal e como trabalhar com transportador autônomo

Analisar os riscos tributários pode surpreender as empresas na hora de abrirem capital ou contratarem autônomos. Considerando o mercado e a competição atual existente, grande parte das transportadoras precisa revisitar suas contabilidades fiscais.

Essa reavaliação pode mostrar que pontos considerados como riscos possíveis – e não contabilizados no balanço financeiro da empresa – se convertem em passivos fiscais, a serem registrados e recolhidos.

O que é passivo fiscal?


Passivos fiscais são despesas que envolvem um grau de incerteza quanto à sua ocorrência de forma efetiva. São todos os atos ou fatos que podem levar o administrador a ter um desembolso inesperado.


Não entendeu? Explicamos para você


Quando a empresa não tem uma conduta administrativa correta, ou seja, quando deixam de priorizar o pagamento dos tributos e atrasam dívidas postergando para o futuro, cometem um grande engano. Essas dívidas e tributos, também chamados de passivos fiscais, se acumulam com o tempo, virando uma grande bola de neve.

Nesse processo, muitos empresários perdem suas empresas e colocam tudo a perder rapidamente. E o problema não acaba com a falência. No caso do passivo fiscal acumulado, até os bens do dono podem ser penhorados.

Uma prática frequente de passivo fiscal é o não recolhimento dos tributos ao trabalhar com transportadores autônomos.

O trabalho com autônomos

Como sabemos, trabalhador autônomo configura toda pessoa física que exerce por si mesma, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não. Sendo assim, o trabalhador assume os riscos da sua própria atividade.

Isso é essencial para que a empresa evite sofrer uma demanda trabalhista para reconhecimento de vínculo de emprego. Separamos abaixo também alguns pontos importantes que devem ser observados:


  • Observar se o TAC (transportador autônomo de cargas)  é pessoa física que tenha no transporte rodoviário de cargas a sua atividade profissional; Para isso, ele precisará comprovar documentalmente estar atendendo a outras empresas e clientes, fazendo os mesmos serviços que pretende prestar à sua operação.
  • Deverá comprovar ser proprietário, co-proprietário ou arrendatário de, pelo menos, 1 (um) veículo automotor de carga, registrado em seu nome no órgão de trânsito, como veículo de aluguel; É comum o suposto TAC informar que o veículo está no nome de um terceiro, até parentes seus (Pai, irmão, tio, etc.), mas deve ser exigido o registro no seu nome.
  • Comprovar experiência de, pelo menos, 3 (três) anos na atividade, ou ter sido aprovado em curso específico.
  • Não fazer o pagamento em conta de terceiros ou em dinheiro, sem vincular ao contrato de transporte. É preciso pagar como a ANTT regula, exatamente em nome do prestador.
  • Como o transporte rodoviário de cargas será efetuado além do contrato, recomenda-se que seja feito um conhecimento de transporte, que deverá conter informações para a completa identificação das partes e dos serviços e de natureza fiscal. Assim, você demonstra a especificidade daquele transporte prestado e a sua remuneração.
  • Não se deve tratar o TAC como seu empregado, ou seja, não deve usar farda, nem crachá, nem receber salário fixo, nem ordens de superiores, nem prestar serviços em horários definidos (expediente), não receber nenhuma ajuda de alimentação, de custo, plano de saúde, enfim, é preciso tratar o TAC como um autônomo.


Onde mora o perigo


Antes de tudo, é preciso estabelecer um contrato bem definido sobre a prestação de serviço que o autônomo irá fazer, e quanto será a renda bruta proveniente da sua atividade para a aplicação tributária.

A transportadora que contratar um autônomo deve observar:


  • As hipóteses de retenção na fonte (ISS, IR, INSS)
  • Se o autônomo está ou não sujeito à emissão de Nota Fiscal
  • Se o autônomo tem inscrição na prefeitura, e se recolhe ISS faturado (na emissão da NF) ou fixo
  • Avaliar se está sujeita à tributação de 20% sobre o bruto da prestação se não for empresa optante pelo Simples Nacional ou se o INSS não estiver incluso na alíquota do Simples.


Todos esses recolhimentos devem ser apresentados preferencialmente no RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo). Se quiser saber como calcular os impostos do RPA, clique aqui

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Certificado Digital: Você está usando o correto para a sua operação?

Emitentes de documentos fiscais eletrônicos, desde a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), até o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), são obrigados a assinar os documentos com um Certificado Digital, que é um arquivo de computador que identifica e autentica a autoria do documento. Este arquivo, geralmente, contém as seguintes informações: chave pública; nome e endereço; validade da chave pública; Autoridade Certificadora que emitiu o certificado digital; número de série e assinatura digital.

Para a emissão de documentos fiscais eletrônicos, existem dois tipos de certificados, o A1 e o A3. A principal diferença entre eles é o método de geração e armazenamento das chaves. É importante para o empreendedor que saiba exatamente qual comprar e tome a melhor decisão. A fim de que você escolha exatamente o que atenda às suas necessidades, apresentamos nesse post um pouco sobre cada um, listando suas vantagens e desvantagens.

Certificado digital A1

O que é:
É um arquivo de identificação gerado e armazenado no próprio computador da empresa.

Vantagens:
  • A senha do certificado não precisa ser gravada (só é solicitada na instalação), evitando perdas de senha e uso indevido.
  • O acesso ao certificado é restrito a quem utiliza o computador no qual está instalado.
  • A emissão de notas fiscais eletrônicas é feita de forma mais fácil (não solicita senha).
  • Pode ser instalado em mais de um computador, tornando o uso mais fácil.
  • Custa em média R$165,00 (mais barato do que o A3).


Desvantagens:
  • É preciso fazer a cópia de segurança do certificado, pois em caso de problemas no computador, será necessária a compra de outro certificado.
  • Tem validade de apenas um ano.


Certificado digital A3

O que é:
É arquivo de identificação armazenado num cartão com chip, cujo uso se dá através de uma leitora de cartões.

Vantagens:
  • É armazenado em um cartão, que pode ser levado e instalado em qualquer computador.
  • É considerado mais seguro, uma vez que todas as operações são realizadas com o chip existente no cartão.
  • Tem validade de três anos.


Desvantagens:
  • Só pode ser utilizado em um computador de cada vez.
  • A senha do certificado deve ser revelada a todos que forem utilizá-lo e precisa ser digitada a cada utilização.
  • Fica sujeito a roubos ou danos no chip.
  • Necessita da compra de uma leitora de cartões.
  • O custo é de R$ 465,00 (cartão + leitora).
  • É preciso ter atenção na digitação da senha, pois caso a senha seja digitada errada repetidas vezes, será necessária a compra de outro.

Para decidir qual certificado é melhor para a empresa, o empreendedor deve analisar, entre as opções, qual satisfaz melhor suas necessidades, já que um deles é fixo e só pode ser utilizado em um local específico e o outro pode ser transportado para onde seja necessária a utilização. A diferença entre os prazos de validade também é importante, já que a falta de renovação ou atualização do certificado no prazo correto vai impedir a emissão de documentos fiscais eletrônicos, causando rejeições e, até mesmo, passivos fiscais.

Alguns sistemas de automatização da emissão dos documentos fiscais já realizam a validação dos certificados na hora do preenchimento, como é o caso da plataforma Hive.cloud, que garante a emissão do Conhecimento de Transporte eletrônico (CT-e) e do Manifesto de Documentos Fiscais eletrônicos (MDF-e) em menos de um minuto. Experimente grátis clicando aqui.

O que muda com a entrada do Uber no setor de transporte de cargas?

O mercado brasileiro de cargas rodoviárias vem crescendo e inovando a cada ano. Todo esse aumento reflete um crescimento significativo da tecnologia neste setor, que vem ajudando de forma positiva empresas e clientes que dependem das transportadoras diariamente. Tanto desenvolvimento tecnológico atraiu empresas a tornarem transportadoras serem impulsionadas por tecnologia, já que, este mesmo segmento vem gerando lucro e é responsável por mais de 65% do volume de mercadorias movimentadas, o que representa um bom aumento do PIB no país.

Umas das principais inovações tecnológicas no transporte de cargas é o surgimento do aplicativo de celular semelhante ao Uber que promete reduzir custos, encurtar distâncias e otimizar frotas. O Uber para quem não conhece é um aplicativo americano que oferece serviço de carona remunerada. Para poder oferecer os serviços, o motorista precisa se cadastrar seguindo uma lista de exigências de segurança para que assim seja “contratado”. A CargoX, empresa responsável por este aplicativo, utiliza das mesmas diretrizes de seleção e cadastro do Uber. Esta plataforma escolhe sua equipe de caminhoneiros conectada em tempo real através de uma rigorosa triagem do cadastro de profissionais autônomos. A promessa final do startup é uma economia inicial de até 30% no valor do frete e redução considerável da ociosidade das frotas.

Essa nova tecnologia também promete conexão em tempo real com diferencial de treinar os caminhoneiros, bem como, será responsável por todas as entregas, arcando com problemas em casos de furtos das mercadorias. As idéias apresentadas são bem aplicadas, mas é necessário cautela na hora de decidir se incluir. Analisar os prós e contras permite evitar possíveis dores de cabeça no futuro.
  
Apesar de oferecer atrativos como: agilidade, flexibilidade e qualidade de serviço, o Uber dos caminhoneiros também pode enfrentar problemas de legalização, assim como o original. Embora haja todo esse processo, o serviço já contabiliza mais de 100 mil cadastros e prevê mais aumento até o fim do ano. A expectativa é de que o mercado brasileiro de cargas rodoviárias passe pela mesma transformação do transporte individual de passageiros.