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Dimensionamento de frota: Quando pensar em novos veículos?

No dia a dia de uma operação de transportes, determinar se o número de veículos necessário para as entregas está de acordo com o volume de encomendas é tarefa essencial. Pensar na frota a partir de uma variedade de aspectos, como por exemplo, o percurso que será realizado, o peso das cargas e as condições das vias que serão transitadas evita consequências indesejadas, a exemplo do aumento de custos por conta daociosidade ou a subcontratação de terceiros. Para situações do tipo é preciso realizar um dimensionamento de frota.

Mas o que é dimensionamento de frota?

O dimensionamento é um processo prático que envolve o cumprimento de certos procedimentos que otimizam significativamente o desenvolvimento das suas atividades como transportador. Listamos abaixo os itens que precisam ser atendidos:
·         Identificar a capacidade de cada veículo e o número de toneladas que cada um deles pode transportar;
  • ·    Calcular o número de viagens que um veículo pode fazer por mês;
  • ·     Avaliar a demanda mensal que a sua operação recebe com relação a cargas;
  • ·    Estudar as rotas que irão ser utilizadas, analisando as condições de tráfego da pista, tipo de estrada, etc;
  • ·    Determinar o tempo de cargas e descargas, esperas, refeição do motorista, e demais itens;
  • ·    Consolidar as especificações técnicas de cada modelo de veículo.


Fazendo esse levantamento corretamente, podemos chegar a duas conclusões:

  •            Que é possível reduzir grandemente os custos gastos atualmente na sua operação;
  •            Que está na hora de pensar na aquisição de um novo veículo.


Mas como saber se está na hora de adquirir um novo veículo?

Separamos abaixo um exemplo prático para te ajudar a realizar um dimensionamento de frota:

Digamos que você queira saber o número de veículos necessários e a quilometragem média mensal que cada veiculo terá que percorrer, para atender o volume de carga mensal a ser transportada, sabendo que você tem apenas 6 veículos e faz em média 20 viagens por mês com cada um.

O equipamento a ser utilizado no exemplo é um semi-reboque graneleiro.
Os dados do problema são os seguintes:

Do veiculo:
Peso do chassis: 5.400 kg
Peso bruto total do veiculo: 35.000 kg
Peso do semi reboque: 7.250 kg
Peso dos outros equipamentos: 350 kg
Velocidade operacional: 55 km/h na ida e 70 km na volta.

Da carga:
Tipo de carga a ser transportada: soja
Peso especifico da carga quando a granel: 750 kg/m³
Carga mensal a ser transportada: 3.900t/mês

Operacionais
Tempo de carga e descarga: 85 min. Na ida e o mesmo na volta
A distancia a ser percorrida: 4,4 km na ida e 430 na volta
Jornada útil de um dia de trabalho: 8 hr
Numero de turnos de trabalho por dia:2
Numero de dias uteis de trabalho por mês: 25 dias
Numero de dias previsto para manutenção por mês: 2 dias

Como solucionar?

Primeiro passo: Cálculo do peso total do veículo(tara)
Esse cálculo trata da soma dos itens peso do chassis em ordem de marcha + peso da carroceria sobre o chassis + peso do semi reboque + peso de outros equipamentos.
Peso total do veículo: 5.400+ 85 + 7.250+ 350= 13.000 kg

Segundo passo: Cálculo da carga útil do veículo (lotação)
Esse cálculo trata da diferença entre o peso bruto total do veículo e a tara.
Carga útil: 35.000- 13.000= 22.000kg

Último passo: Cálculo do número de viagens mensais necessárias
Esse cálculo trata da divisão da carga mensal a ser transportada em um sentido, pela lotação do veículo:

Numero de viagens mensais: 3.900.000/22.000 = 177,27 (viagens/mês)
Sabendo que serão necessárias 177 viagens mensais, e com 6 veículos o máximo da operação por mês são 120 viagens, seriam necessários em média mais 3 veículos para garantir o sucesso da operação.


Em meio ao dimensionamento das frotas, existem outras atividades de acompanhamento da operação que demandam tempo e podem ser automatizadas. Com o Hive.cloud TMS é possível otimizar a emissão dos documentos fiscais, o controle de entregas e coletas, cálculo de frete automático e muito mais. Experimente grátis agora mesmo.

Ter uma frota própria ou contratar autônomos?

Atualmente, as transportadoras brasileiras estão atuando num ambiente repleto de incertezas sobre a economia, que faz com que elas controlem seu patrimônio da melhor maneira possível e criem diferenciais que possibilitem maior sucesso. Nesse cenário, muitas têm questionado a viabilidade de ter ou não uma frota própria. Esta decisão, muitas vezes, tem grandes impactos nos custos e na rentabilidade do negócio. E para ajudá-lo a decidir qual a opção mais vantajosa, fizemos uma breve comparação entre uma frota de caminhões própria e a contratação de um operador autônomo. Veja a seguir.

Frota própria

Vantagens

Ao possuir uma frota própria, a transportadora poderá ofertar serviços com um nível maior de qualidade e pontualidade aos seus clientes, que na maioria das vezes não é atingido pelos transportadores autônomos. Ela também poderá reagir rapidamente a emergências, confiar no serviço prestado, reduzir o tempo do ciclo dos pedidos e melhorar o seu contato com o cliente. Além disso, ela terá um maior controle sobre os seus veículos e funcionários, autonomia e agilidade em suas tomadas de decisão.

Desvantagens

Para manter a frota, a transportadora terá que arcar com os custos de manutenção e depreciação dos veículos, cuidar de suas documentações, contratar seguro, pagar licenças e impostos e remunerar os motoristas. Mas se ela investir em ativos operacionais, infraestrutura de apoio à operação, tecnologia móvel e capacitação da mão de obra, certamente se beneficiará da redução dessas despesas, da intensa utilização da frota e da elevada margem de lucro.

Contratar autônomos

Vantagens

A grande vantagem de contratar um transportador autônomo é que o custo o custo da aquisição de novos caminhões e sua depreciação não serão mais problemas para os gestores. Para as companhias que trabalham com produtos de baixo valor agregado, essa é uma alternativa que pode representar um ganho imediato, dando a ela a possibilidade de otimizar gastos e se concentrar em sua atividade principal.

Desvantagens

No geral, as transportadoras que trabalham com produtos de alto valor agregado têm mais dificuldade em achar transportadores autônomos com um padrão de qualidade adequado. Isso porque muitos não tiveram um treinamento especial para lidar com o manuseio e com o risco de roubos de carga e avarias, além de não oferecerem uma operação que entregue os produtos precisamente no momento que o cliente deseja.
Eles geralmente carregam vários tipos de produtos de diferentes transportadoras, fazendo com que o caminhão opere sempre na capacidade máxima, o que aumenta drasticamente os riscos de quebras e acidentes. Muitos até chegam a misturar itens incompatíveis num mesmo transporte, como defensivos agrícolas, remédios e comida.
Infelizmente, devido à falta de regulamentação do setor de transporte, muitos autônomos conseguem entrar no mercado e transportar mercadorias em veículos com pouca segurança e sobrepeso, muitas vezes trabalhando numa jornada de trabalho acima de permitida. Esta informalidade gera riscos tanto para o transportador quanto para a empresa que o contratou, além de uma competição extremamente desleal no setor.

Conclusão

Por fim, após verificar as vantagens e desvantagens de cada uma dessas hipóteses, você deverá realizar uma análise de viabilidade econômico-financeira, levando em conta os gastos com a frota própria e a contratação de um operador autônomo. Para o cálculo do custo da operação própria, será necessário pesquisar referências junto a sindicatos do setor de transportes, concessionárias de caminhões, consultorias, entre outras.
Caso queira trabalhar com um operador autônomo, você deverá buscar um parceiro especializado e não um que trabalhe de maneira informal. Assim, poderá ampliar o escopo geográfico e a atuação da sua empresa nos diferentes canais de distribuição existentes. Com todas as informações reunidas, será possível tomar uma decisão amparada em critérios realistas e objetivos, sem a necessidade de partir para a tentativa e erro.

Sua transportadora utiliza uma frota própria ou contrata operadores autônomos? Qual destas opções você considera a melhor? Conte para a gente nos comentários!

Leia também nosso post com os erros mais comuns na hora de contratar transportadores autônomos!

Série: Como criar uma empresa de Transporte de Cargas - Estratégias


Assim como em qualquer outra área de atuação, quem pretende ingressar no mercado logístico deve estar preparado para as principais exigências, custos e operações necessárias neste setor.
Desta forma, quando se deseja montar uma empresa de transportes de cargas, é preciso definir estratégias que vão desde conhecer o mercado de atuação e até mesmo saber os custos de investimentos necessários. Pensando neste assunto, separamos a seguir alguns fatores essenciais referentes às definições estratégicas, para serem avaliados na criação de uma transportadora. Acompanhe!

Definições Estratégicas para abrir uma empresa de Transporte de Cargas

Foco de mercado

O primeiro passo para quem deseja montar uma transportadora, é avaliar o seu foco de mercado. Em outras palavras, é preciso saber como será o tipo de serviço a ser disponibilizado ao público-alvo. Neste caso, alguns exemplo são:
  • Foco no mercado Nacional;
  • Foco no mercado Internacional;
  • Transporte de produtos perecíveis;
  • Encomendas expressas, entre outros.
  • Mudanças residências;

Área de atuação

Outro fator essencial para se montar uma empresa de transporte de cargas, está em definir a área de atuação, ou seja, a área geográfica onde a transportadora irá atuar.
Para esta escolha, é preciso avaliar não só as oportunidades de cada região, mas também as condições de investimentos em frotas, armazéns e demais fatores necessários para abranger uma determinada área.

Perfil de operação

A escolha do perfil de atuação também é um fator muito importante para quem deseja montar uma transportadora, já que por meio desta definição é possível dar continuidade com os demais fatores necessários.
Nesta fase é preciso definir se a transportadora irá realizar transporte rodoviário carga fechada, transporte rodoviário carga fracionada, transporte de containers, cargas expressas, carga líquida, carga química, grãos, entre outros. Desta forma esta decisão auxiliará na escolha de frotas e demais fatores estratégicos.

Perfil da carga

Uma vez conhecendo o foco de mercado e o perfil das operações de transporte, é necessário avaliar o tipo de carga a ser transportada, já que por meio desta avaliação será possível conhecer o tipo de frota adequada para as operações, os tipos de seguros mais comuns a serem contratados e até mesmo o perfil da equipe a ser criada para gerenciar os processos do transporte.
Para esta fase, é necessário listar os tipos de cargas que a empresa estará apta a transportar como, por exemplo: eletro eletrônico, insumos para indústria, agronegócio, alvenaria, produtos químicos, cargas de alto valor, entre outros.

Pacote de Serviços

Outro fator importante a ser decidido, é o pacote de serviços que serão disponibilizados aos clientes. Com isso, além do transporte de cargas, o empresário poderá disponibilizar outros serviços como:
  • Armazenagem
  • Paletização
  • Crossdocking
  • Descarga de mercadorias
  • Operação in house (na sede do cliente),
  • Armazenagem estática (com níveis de temperatura, conforme a necessidade do cliente);

Frota própria ou transportadores autônomos

Após definir o foco de mercado e conhecer o perfil dos produtos a serem transportados, o empresário deve definir se irá adquirir uma frota própria ou se irá terceirizar o serviços por meio de transportadores autônomos.
Nesta fase é preciso avaliar o custo-benefício de cada opção, já que ambas possuem suas vantagens e desvantagens. Se por um lado é possível manter a padronização e controle de equipe por meio de uma frota própria, por outro lado existe o quesito financeiro, já que obter uma frota própria tende a gerar custos para a aquisição e manutenção.
De qualquer forma, quem pretende atuar com a mão de obra autônoma, é preciso avaliar que existirão algumas vantagem como diminuir custos com a estrutura organizacional e ativos fixos, porém também haverá desvantagens como perda de autonomia e baixo controle sobre os transportadores contratados.

Investimento/infra-estrutura necessária

Ao conhecer as premissas necessárias para montar uma transportadora, o empresário deverá listar todos os investimentos essenciais para a formalização da empresa. Nesta fase, alguns itens serão indispensáveis como, por exemplo:
  • Investimento em frota (caso decida por ter uma frota própria);
  • Área para armazenar mercadorias e consolidar cargas, podendo ser locadas ou compradas pela empresa;
  • Contratações de profissionais para os diversos setores da empresa (motoristas, gestores, vendedores, assistentes administrativos, entre outros);
  • Infraestrutura (mobília, computadores, balanças e demais itens);
  • Sistemas de gerenciamento da transportadora (Acompanhamento em tempo real, TMS, WMS, Sistema de Roteirização, entre outros).

Através das dicas de hoje foi possível conhecer os principais quesitos a serem analisados por quem pretende montar uma empresa de transporte de cargas.
Deste modo, assim como em qualquer outro segmento, é preciso conhecer inicialmente a área de atuação, o público da empresa e os tipos de serviços a serem prestados. Após definir estes fatores, é essencial realizar o levantamento dos custos necessários para a abertura e manutenção da empresa, para que o empresário conheça as suas condições de investimento.

Gostou da dica? Continue acompanhando a série: "Como criar uma empresa de Transporte de Cargas?"
Confira também nosso post explicando a importância da pesquisar e planejar bem antes de abrir uma empresa de transportes!